Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca.
Resido em Franca desde 1975, quando aqui cheguei para cursar eletrotécnica no consagrado Colégio Técnico Industrial Dr. “Júlio Cardoso”. Concluído o curso colegial, constatei que as Ciências Exatas não eram a “minha praia”. Assim migrei para as Ciências Humanas e fui cursar Direito na Faculdade de Direito de Franca. Tornei-me, então, advogado empresarial e professor de Direito. Em síntese, resido em Franca, ininterruptamente, há 45 anos.
Evidente que tenho uma enorme gratidão por esta cidade. Adoro também o seu clima e a sua gente. Aqui conquistei grandes amigos. Aqui me consolidei profissionalmente. Aqui nasceram as minhas duas filhas e o meu neto. Aqui vivenciei e vivencio grandes emoções pessoais e profissionais, sendo certo que uma das mais marcantes foi a de ter recebido, da Câmara Municipal, o Título Honorífico de Cidadão Francano.
É exatamente em razão do respeito e do apreço que tenho pela nossa cidade e por sua gente, que não consigo entender a atitude de alguns que aqui moram (infelizmente não são poucos), de não valorizar a nossa cidade como ela merece. Aliás, pelo contrário, só fazem denegrir a cidade, seu povo, suas empresas e os profissionais liberais de todas as áreas que aqui trabalham. Para esses, as coisas das outras cidades são melhores do que as daqui, muito embora a nossa cidade esteja entre as melhores do país para se viver.
Apenas à título de ilustração, soube recentemente que várias pessoas chegam a se deslocar, periodicamente, até Ribeirão Preto, apenas e tão somente para cortar o cabelo, como se não tivéssemos excelentes cabelereiros e cabelereiras. Parece que é “chique no último” dizer aos outros que só corta cabelo em outra cidade.
Evidente que temos problemas, como aliás em todas as outras cidades do país. Mas as suas virtudes são bem maiores do que os seus defeitos.
Talvez a minha indignação com esses derrotistas de plantão, seja fruto do fato de ser mineiro, portanto, muito bairrista e um pouco ranzinza. Com efeito, peço desculpas ao leitor deste Comércio, mas como francano de coração me senti no dever de fazer esse desabafo, embora ele até possa desagradar alguns.