Desde o mês de junho, a Prefeitura de Franca vem realizando um trabalho de mapeamento no município para diagnosticar vulnerabilidades, tais como: pessoas em situação de rua, prostituição, trabalho infantil, violência, desemprego, abuso e exploração sexual, violências contra idosos, abandono, isolamento e negligência.
De acordo com administradora de Proteção Social Especial, Lisandra A. Amorim Ferreira, no mês passado houve uma reestruturação e a implantação novamente do Serviço de Abordagem pela Secretaria Municipal de Ação Social.
A equipe de Abordagem Social é composta por cinco pessoas e conta com a colaboração da comunidade francana para a indicação de informações através de denúncias para a Guarda Civil ou Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua).
A secretária de Ação Social, Eliete Neves, explica como o mapeamento é realizado. “A equipe de abordagem está indo diariamente em vários locais da cidade, para identificar as pessoas em situação de rua, identificar as demandas que elas trazem, quais são aquelas que têm família no município, quais são aquelas que não são do município, e fazer um trabalho para que elas possam retomar os vínculos com seus familiares e identificar quais são as demandas de saúde”, disse a secretária.
Além da região central, a região Norte é a de maior circulação e aglomeração destas pessoas, porém há permanência de pessoas em situação de rua em todas as regiões de Franca, inclusive algumas vivendo em matas, em imóveis invadidos e em outros espaços.
Cerca de 85% deste público são pessoas do sexo masculino, com faixa etária entre 20 a 35 anos, alguns com transtornos de saúde mental como esquizofrenia, dependência de drogas e álcool.
O número de idosos tem sido crescente. “Vale ressaltar que o público de idosos tem predominância no vício do álcool, o que o impede de acessar os serviços tanto da assistência quanto da saúde”, disse Lisandra.
O mapeamento é importante, pois através dele é possível identificar as soluções para os casos, como por exemplo, o encaminhamento ao Centro Pop, Abrigo Provisório e Casa de Passagem, encaminhamento a tratamentos de saúde (dependência química e outros), reestabelecimento de vínculos familiares, confecção de currículos para vagas de emprego, incentivo a retomada de estudos, quando há o interesse, etc.
“Salientando que é um trabalho a médio e longo prazos em que é respeitado o direito de decisão do indivíduo, afinal o objetivo do serviço é a garantia do mínimo de dignidade para que assim a pessoa tenha o direito de escolha”, afirma Lisandra.