09 de julho de 2026
É FESTA

Moradores do Copacabana festejam primeiro ano de casa própria


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Joyce, Ellaine e Adriana homenagearam o vereador Corrêa Neves Jr. na Difusora nesta semana

Os moradores do Residencial Copacabana estão comemorando um ano vivendo em suas casas próprias. A luta para pegar as chaves dos imóveis se estendeu por mais de três anos. Para marcar a data, as principais líderes do conjunto habitacional, que ficaram conhecidas como “Guerreiras do Copacabana”, vão promover uma festa no dia 28, com a participação das 406 famílias que residem no local desde julho de 2018.

Uma das líderes do movimento e síndica do Copacabana II, Ellaine Rocha, ainda se emociona ao relembrar a luta pela conquista da casa própria. “Poder entrar em minha casa, com minha família, foi muito importante. Minha vida mudou da água para o vinho”, disse a primeira a se mudar para o residencial.

Como todo bairro novo, existem problemas a serem resolvidos. “Estamos muito felizes, mas a luta continua para que haja melhorias, como iluminação pública. Também tem alguns apartamentos com problemas de infraestrutura”, disse Ellaine.

Para Adriana Freitas, síndica do Copacabana III, a luta agora é para manter o lugar organizado, com manutenção correta e sem deteriorações. “Foi uma luta conseguir nossas casas para vivermos com mais dignidade. Vamos continuar lutando para manter nosso bairro lindo”, disse.

A festa no Copacabana terá pipoca, algodão doce e dança.

Ajuda

As obras do Residencial Copacabana estavam paradas deste 2015. A construção estava inacabada, obras de infraestrutura não tinham sido feitas e a empreiteira responsável havia interrompido o trabalho.

Procurado pelas “guerreiras do Copacabana”, o vereador Corrêa Neves Jr (PSD) assumiu o compromisso de tentar resolver o problema. Foram inúmeras reuniões com o promotor de Justiça Carlos Gasparotto, com representantes da construtora, da Caixa Econômica Federal, do governo federal, da Sabesp e da CPFL para conseguir destravar e concluir as obras. A parte de infraestrutura foi concluída pela Prefeitura, que contou com verbas liberadas pela Câmara de Vereadores. Com os pagamentos garantidos desde que alguns prazos fossem cumpridos, a construtora retomou e finalizou as obras físicas.

“A participação do prefeito Gilson de Souza foi fundamental neste processo. Critico quando necessário, mas reconheço os méritos também. Não haveria Copacabana pronto se o Gilson e o Marcos Haber (presidente da Emdef) não tivessem se sensibilizado com o drama”, disse Corrêa Neves Jr, visivelmente emocionado após ser homenageado pelos moradores com um quadro na manhã de ontem. “O que antes eram escombros acabou convertido no lar de 406 famílias. Isso não tem preço”, reforçou Corrêa, para quem o papel das líderes do grupo de moradores foi essencial. “As guerreiras do Copabana deram uma grande lição de cidadania e de mobilização. São elas as grandes heroínas desta história, que em muitos momentos parecia uma quase-tragédia. Mas graças a Deus, houve um final feliz”.