09 de julho de 2026

Patrimônio histórico ignorado


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Franca, desde sempre, não tem dedicado, através das autoridades constituídas, a devida atenção ao seu patrimônio histórico. Poderíamos citar inúmeras situações, mas vamos nos ater a alguns dos pontos mais conhecidos, que foram e que estão sendo destruídos para dar lugar a construções particulares, geralmente comerciais. O Hotel Francano, por exemplo, era um dos mais imponentes e conhecidos do interior do Estado. Acabou virando uma agência bancária, cercada por barracas de camelôs. O que poucos sabem é que ali podia ter sido construída uma escola de enfermagem, que o então governador Paulo Maluf ofereceu verba para a desapropriação e construção da obra, mas por discordâncias políticas a prefeitura não topou. Mais recentemente, o prédio de excelente arquitetura, onde funcionou o histórico salão de festas da AEC-Centro, acabou por ser vendido a um empresário, quando podia ter abrigado uma casa da cultura, com pinacoteca, Museu da Imagem e do Som, entre outros, por um preço infinitamente menor do que foi gasto com a desapropriação daquelas casinhas onde se construiu a Casa do Artista Francano. Alegam que a verba viria do governo do Estado, o que não faz diferença, já que é também dinheiro público e foi portanto, mau gasto e exagerado. Ainda agora, foi cedida uma área para a construção do SESC, onde podia ser fechado o anel do Estádio Lanchão, com enorme praça, no estilo do Pacaembu, em São Paulo, para estacionamento e área de recreação. O SESC poderia ser construído em outro local, mas aqui em Franca, pouca bola se dá para a conservação do patrimônio histórico. Temos outros exemplos que ainda vamos comentar brevemente. Só que agora, o estrago está feito. Esperamos que não deixem acabar com o pouco que resta.