A música, sem dúvida, é o alimento da alma. Confesso que gosto de todos os gêneros musicais, desde que a música seja de qualidade. Assim, aprecio com alegria e satisfação, o samba, sertanejo, MPB, música clássica, rock, pagode, deste outros. Confesso, no entanto, não ter sido ainda fisgado pelo gênero que se convencionou chamar de “sertanejo universitário”. Aliás devo reconhecer que comungo do mesmo anseio do professor, escritor e filósofo, Mário Sérgio Cortella, que em memorável palestra em Franca, disse, claramente e até com certa ironia, que ele torce para que esses “universitários sertanejos” concluam, rapidamente, os seus cursos e recebam o diploma.
Nessa toada, meditando outro dia sobre a importância da boa música, lembrei-me de grandes intérpretes, já falecidos, que em algum momento de minha trajetória de vida já me emocionaram. Agora, certamente, estão cantando e encantando em outra dimensão.
Quem já não se emocionou com interpretações inesquecíveis de Nelson Gonçalves, Elis Regina, Jessé, Ângela Maria, Vicente Celestino, José Rico Belmonte, Tião Carreiro, Agostinho dos Santos, Miltinho Rodrigues, Altemar Dutra e Jair Rodrigues, dentre tantos outros e outras perdidos em minha memória. No plano internacional, lembro-me de Nat King Cole, Freddie Mercury, Aaliyah, Michael Jackson, Luciano Pavaroti, Frank Sinatra, Édith Piaf, Charles Aznavour, Elvis Presley, John Lennon, etc., etc., etc.
Todos eles tiveram em nossas vidas importância semelhante à de Simão, com a devida e necessária ressalva. Ele, Simão, o Cirineu, ajudou Jesus a carregar a Cruz até ao Gólgota. Os intérpretes lembrados, também, embora metaforicamente, contribuíram e continuam contribuindo, pois, as suas vozes estão eternizadas, a que enfrentemos com certa suavidade as adversidades da vida.
Concluo lembrando, no entanto, que todos os sucessos que esses expoentes tão bem interpretaram, só foram possíveis e se tornaram realidades, porque vários poetas, compositores e letristas, com suas sensibilidades e genialidades, teceram belas peças musicais que chegaram, como flechas certeiras, em nossas almas.