17 de março de 2026

A sobretaxação norte-americana


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O presidente norte americano, Donald Trump, no último dia 08 de março de 2018 (quinta-feira), oficializou a sobretaxação (aumento de impostos de importação de aço e alumínio), representando um aumento de 25% às importações de aço, e de 10% às importações de alumínio, perante alguns países, incluindo-se o Brasil, que atualmente é o segundo maior exportador de aço para as empresas norte-americanas. 

A maior justificativa do governo dos EUA, representada pelos dizeres do secretário de comércio, Wilbur Ross, é que a China excedeu o mercado internacional de aço, já que o referido país “só em um mês produz o mesmo que os EUA em todo um ano”, assim, com as novas medidas adotadas, duas indústrias importantes do país serão recuperadas, além da manutenção e geração de novos postos de trabalho.

O Presidente dos EUA, ainda, afirma que poderão haver renegociações e acordos sobre as tarifas, com países que se demonstrarem aliados. Contudo, neste primeiro momento, não poupou o Brasil.

Como é sabido, a severa crise sócio econômica que assola o país afetou diretamente o setor da siderurgia, restando inequívoco que a sobretaxação recém oficializada preocupa sobremaneira o setor, que se verá ainda mais prejudicado em suas exportações.

O país poderá (e pretende!) levar a questão à OMC (Organização Mundial do Comércio), sob o argumento de que a maior parte do aço exportado aos EUA consiste em produtos semi acabados, que representam insumos para a própria indústria local, sendo a sobretaxação desproporcional, se considerados os princípios norteadores do livre comércio.

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em recente pronunciamento, afirma que as novas medidas impostas pelo governo estadunidense afetarão, sim, a economia brasileira, levando as empresas do setor a procurarem, em curto período de tempo, novos mercados de exportação, mas não soube afirmar quais atitudes serão tomadas pelo Brasil, para se negociar e/ou evitar as taxas ora impostas.