10 de julho de 2026
AUMENTO

Cuidadores de idosos: atividade é vista como profissão do futuro


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Talita Cintra Silva Eleutério, Assistente Social: “Cuidar de idoso é uma profissão em ascenção” “”

O número de profissionais que cuidam de idosos tem crescido volumosamente no Brasil nos últimos anos. Segundo dados divulgados em dezembro de 2018, pelo Ministério do Trabalho, o aumento foi de 547%, o maior das profissões entre 2007 e 2017.

Em maio desse ano, a profissão foi regulamentada e formalizada pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e não deve parar de crescer. A população de idosos do país está ficando cada vez maior. Em Franca há quase 50 mil pessoas acima dos 60 anos. E segundo dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), até 2050 haverá quase 110 mil idosos na cidade, o que representará 31,07% da população. Ou seja, o público alvo de atuação desse profissional não para de crescer, abrindo grandes possibilidades de empregabilidade no futuro.

Para a assistente social Talita Cintra Silva Eleutério, 34, que ministra o curso “Atenção Básica e Familiar ao Idoso” do Icol (Instituto de Capacitação e Orientação Livre), além desse fator, as famílias têm cada vez menos tempo para dedicar a cuidados necessários ao idoso. Nessas circunstâncias, o cuidador de idosos é uma profissão em ascensão”, afirmou.

Com a regulamentação, para se tornar um cuidador de idosos é preciso ter mais de 18 anos, ensino médio completo e 160 horas de curso especializado no cuidado com a terceira idade. Para Talita, além de paciência, amor, empatia e caridade, “o mais importante é a responsabilidade. O papel do cuidador é de extrema responsabilidade de atentar a tudo aquilo que o idoso necessita no seu dia. O cuidador tem que estar muito atento à alimentação, higiene, cuidados médicos. Além disso, o profissional é responsável, também, pelo lazer do idoso”, disse.

O salário ainda não tem piso estabelecido e pode variar de R$1 mil a R$4 mil, de acordo com a carga horária e o turno do profissional. “Por exemplo, quando o cuidador faz a pernoite, ele recebe um valor mais alto”, explicou a assistente. Além do ambiente doméstico, o cuidador tem espaço para trabalhar em instituições de longa permanência e em Centros-Dia, e em qualquer instituição de atendimento específico para esse público e a regulamentação deve ampliar ainda mais os espaços de trabalho.

‘Área é promissora’, diz enfermeiro
Apesar de não ser obrigatório a formação em áreas específicas, grande parte dos cuidadores de idosos atuam no setor de saúde. É o caso de Ezequiel dos Reis Vitorino, de 27 anos. O técnico em enfermagem fez o curso complementar de cuidador de idoso “por querer o melhor para outras pessoas”, disse ele. “Foi, também, uma maneira que encontrei para trabalhar com o que gosto e ter retorno financeiro”, contou.

Há 4 anos na área, ele já passou por hospitais e hoje trabalha na casa de um idoso, são 12 horas por dia com direito a uma folga semanal. A diária custa em torno de R$100. “Mas depende muito do que é combinado e da renda da família”, explicou. Ele vê a carreira como promissora, mas para ele, o retorno é mais que financeiro, ele descreve a profissão como “a arte de cuidar” e afirma “quando você gosta de cuidar das pessoas, você busca oferecer o melhor a elas”.