As quadras de tênis do Ginásio Poliesportivo e a Praça da Juventude do Jardim Redentor têm sido alvos frequentes de vandalismo. O tenista Germano de Souza Martiniano, que utiliza as quadras de tênis do Poli pelo menos duas vezes na semana, testemunhou a depredação do local. “Há 3 meses, as quadras estavam totalmente acabadas, haviam rachaduras pelo chão, as redes estavam destruídas e a pintura deteriorada”, disse. O problema do vandalismo foi discutido diversas vezes pelo grupo de tenistas com a Prefeitura Municipal, mas segundo Germano pouco foi feito. “Fizeram uma revitalização superficial, só pintaram a quadra e trocaram as redes”.
A falta de segurança piora o problema. “Solicitamos à Prefeitura a colocação de guardas municipais, no entanto, nos informaram que não seria possível, por conta da redução existente no quadro de guardas”, disse Germano. Os usuários da quadra de vôlei têm reclamação parecida. “Apesar de estarmos sempre aqui e ajudarmos na conservação, a rede de vôlei está detonada. Já pensamos até em comprar uma, mas não tem como colocar e tirar toda vez e deixar aqui é perder rapidinho, porque não tem segurança e o pessoal estraga, infelizmente”, disse Iris Oliveira, que joga no Poli há vários anos.
De acordo com o Secretário de Esportes, Arte, Cultura e Lazer, Elson Bonifácio, o Boni, é preciso a colaboração das pessoas, pois vigilância 24 horas não é possível e a Prefeitura não acha viável nesses locais. “Fizemos recentemente reparos gerais nos alambrados, no piso, pintura e marcações. Dias depois haviam depredado, pichado e danificado aquilo que foi arrumado. É um bem público de uso comum, que deveria ser valorizado pelos usuários e população como um todo. Como existe o risco de novos danos, estamos buscando meios de manter uma vigilância constante no local”.
Praça serve de abrigo para drogados
O mesmo problema ocorre com a Praça da Juventude, a única do Jardim Redentor. Inaugurada em 2014, o projeto foi orçado pela Prefeitura no valor de R$ 1,3 milhão e contempla um verdadeiro complexo esportivo e de lazer. Hoje em dia virou abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.
De acordo com o Boni, a praça recebeu reparos gerais para a realização de um evento cultural. “Faríamos o complemento em seguida, com obras de infraestrutura, porém o vandalismo voltou a imperar”, disse ele. O estado caótico do local é bem visível. Os vidros das salas de aulas estão quebrados, as paredes pichadas, o bebedouro quebrado, as lâmpadas foram furtadas, fios de energia e torneiras dos banheiros roubadas, etc. O vigia Roberto Carolino de Freitas, que estava cuidando do local no momento da reportagem, disse que fica durante o dia. Em sua opinião, a Prefeitura tem feito a parte dela ao consertar os estragos, mas a população deveria colaborar também. “As pessoas deveriam valorizar, poucos bairros de Franca possuem uma praça desse porte”.
Boni disse que estão providenciando meios de monitorar o local 24h, “pelo menos até que a população desenvolva afinidade e amor para com a estrutura coletiva de equipamentos que ali estão, e passe a auxiliar a Prefeitura na conservação para situações como as que vem se acontecendo não se repitam”.