Pessoal ligado na rede social por aqui, começou uma brincadeira tipo competição, de quem se lembra de alguma coisa ou costume mais antigo. Resolvi também, selecionar algumas dessas situações, que servem para cada um saber como está a sua quilometragem. Começo por uma que o amigo, professor Éverton de Paula se lembrou, de um personagem que também me recordo claramente, que era o colombiano Célimo Montez Zuluaga, que pedalava no mínimo 100 horas, ali na quadra entre Praça João Mendes e igreja de N.S. das Graças. Sou do tempo também da Maria Fumaça, o trem de passageiros que ia daqui até Campínas, soltando fagulhas e queimando a roupa dos passageiros. Do tempo em que um carro gastava cerca de 3 horas de Franca a Ribeirão Preto, quando não tinha qualquer asfalto naquela estradinha poeirenta. Do tempo em que a minha turma e a de vários outros saíam na madrugada de sábado para domingo, fazendo serenata debaixo da janela das meninas que a gente paquerava ou tinha amizade. Recordo também com saudade, da primeira sessão nos cinemas São Luiz, Odeon e Avenida (tinha também o Santo Antônio, na Estação), começando às 18h30 e depois a gente passava no Bar Tubarão para uma fatia de pizza ou pipocas Neve, do carrinho que ficava em frente à antiga Livraria do Comércio. Vinha depois a brincadeira dançante na AEC-Centro, ou ainda um baile abrilhantado pela Orquestra Laércio de Franca, ou 3 do Rio, Placa Luminosa, Edinho de Passos, entre outros da época. Tem ainda uma infinidade de coisas daquele tempo, como o namoro no escurinho do cinema, a demora pra pegar na mão da garota, o primeiro beijo, que custava mais ainda para conseguir. Mas era muito bom, fala a verdade. Tudo que é mais difícil acaba sendo mais gostoso. Como naquele tempo.