17 de março de 2026

Os teus olhos


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Expressiva prova da reencarnação é, também, a sentença de Jesus: “Se um de teus olhos for causa de escândalo, arranca-o, pois, é melhor que entres na vida sem um dos olhos, do que teres os dois e perderes a vida.”

Dirigida ao espírito enquanto homem, porém, com vistas a futuras e renovadas experiências terrenas, a observação do Mestre nos impõe, inversamente, considerar o passado por suas consequências presentes. É então que nos lembramos do que diz O Evangelho segundo o Espiritismo, no seu capítulo VIII, que, quando a causa da cegueira não está na atual encarnação é porque está nas anteriores. Considera, ainda, que, quase sempre, é o próprio reencarnante que, movido pela consciência, agora atormentada por clamorosas faltas do passado, ante seus sucessivos fracassos em tentativas de redimir-se, e a par de orientação de amigos que lhe são superiores, só lhe resta suplicar a deficiência física como fator corretivo a tolher-lhe a liberdade.

Na sua visão imediatista, seria natural que buscasse evitar o sofrimento, todavia, as leis divinas, que estão na sua consciência, em face de sua indigência evolutiva, cobram, implacavelmente, conduta reparadora.

Expungir suas nódoas eis a urgência consciencial, ante a terrível dor moral.

Há, conduto, confortantes expedientes de espíritos amigos - anjos guardiães e espíritos protetores -, que o amparam, tanto na programação reencarnacional, quanto durante a sua permanência no palco da vida física.

A perfeição é a finalidade suprema das leis de Deus, e alcançá-la há de ser objetivo fundamental da realização do espírito que, para isso, tem que disciplinar-se no uso do tão sagrado livre-arbítrio.

 

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca