08 de julho de 2026

Virou paixão geral


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Torcida do Sesi Franca

Escrevo esta coluna antes do quarto jogo das finais do Brasileiro de Basquete, entre o Franca e o Flamengo. Independente do resultado, havendo ou não a quinta partida, a verdade é que o esporte da cesta, há muito virou paixão geral dos francanos. Conheço e acompanho a sua história desde quando aquele humilde e simpático professor de Educação Física, chamado  Pedro Morila Fuentes, conhecido também por Pedroca, apreciador de todos os esportes, mas principalmente do basquetebol, começava, numa quadra ainda descoberta e de piso de cimento, a formar e treinar alguns de seus jovens alunos, que passaram a disputar jogos colegiais e regionais por Franca. Era a quadra do IETC-Escola Estadual “Torquato Caleiro”. Cheguei a ver naquela simples quadra, jogadores que chegavam à Seleção Brasileira, como, por exemplo, Wlamir Marques, que recebeu sua primeira convocação para a Seleção, após os Jogos do Obelisco, que tem o monumento à frente da Escola Estadual Torquato Caleiro. Craques consagrados, se misturavam com garotos que vinham sendo revelados, como Hélio Rubens, Totô, Fransérgio, Katiê, Fausto, e vários outros. De lá passaram para o ginásio do Clube dos Bagres e finalmente para o Poliesportivo, cujo ginásio  recebeu o nome do notável professor, por uma muito feliz resolução do ex-prefeito Ary Balieiro, e daí passou carinhosamente a ser conhecido e tratado por toda a imprensa e torcedores como Pedrocão. O sucesso da nossa representação vem motivando milhares de crianças e jovens a praticar esse esporte, até em tabelas e cestas improvisadas nas ruas, tendo por modelo os atletas que desfilam suas jogadas, empolgando a torcida e consagrando Franca como a capital brasileira do basquete. Tudo, graças a essa tradição, mantida com sacrifício e idealismo ao longo dos anos, resultando em jogadores e técnicos de projeção nacional e até internacional. Que venha agora mais esse título para alegria do sempre apaixonado torcedor do Franca-Basquete. Virou paixão.