Um grupo de francanos fez uma manifestação no Centro da cidade em apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro, neste domingo, 26. O número de participantes não foi informado pelos organizadores.
Aos menos 156 cidades pelo país também registram atos de apoio ao presidente. As manifestações ganharam força logo após os protestos em defesa da educação registrados em 15 de maio.
Com camisetas verde e amarelas e bandeiras do Brasil, os manifestantes ficaram concentrados na Praça Nossa Senhora da Conceição. O apoio a Bolsonaro, a Reforma da Previdência, apoio ao projeto anti-crime do ministro Sérgio Moro foram os principais temas dos manifestantes.
PELO PAÍS
Com a direita rachada, as manifestações pró-governo Bolsonaro realizadas neste domingo (26) pelo país exaltaram projetos encampados pelos ministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) e concentraram críticas não só no centrão, alvo já esperado, como no presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Os atos foram impulsionados pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL), que, apesar das recomendações de integrantes do governo para que mantivesse distanciamento, estimulou a mobilização ao espalhar imagens em redes sociais e dizer que ela era um "recado àqueles que teimam com velhas práticas".
Ao levar milhares de pessoas às ruas em ao menos 140 cidades, as manifestações superaram a expectativa de aliados do governo em meio ao racha de grupos de direita e ao temor de fracasso devido ao desgaste popular de Bolsonaro nos primeiros meses de mandato.
Nos principais pontos de encontro, como a avenida Paulista, em São Paulo, os participantes ficaram espalhados por quarteirões, e não concentrados, sendo possível se deslocar sem dificuldade. Ao todo, nove carros de som de diferentes grupos estacionaram na avenida.
De modo geral, porém, o alcance dos atos não foi muito diferente dos protestos do último dia 15 contra bloqueios de recursos da educação pelo governo Bolsonaro, quando houve mobilizações em ao menos 170 cidades.
Em Brasília, congressistas destacaram que Bolsonaro deu demonstração de força em algumas cidades de Sudeste e Sul, mas que, em uma análise mais ampla, as mobilizações foram aquém dos protestos anti-governo.
As aglomerações deste domingo também não chegaram perto dos principais atos políticos dos últimos anos, como os que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Houve manifestações nos 26 estados do país e no Distrito Federal. Nas principais cidades, não houve registro de episódios de violência. Em São Paulo, porém, manifestantes hostilizaram uma mulher que vestia uma blusa em apoio à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no Rio.