17 de março de 2026

Doutrina Espírita


| Tempo de leitura: 1 min

A Doutrina Espírita surgiu com a publicação da obra que contém seus fundamentos, O Livro dos Espíritos, em 18.04.1857, em Paris.

Atendendo às leis humanas pertinentes, quem o assinou Allan Kardec, conforme orientação espiritual, foi o notável educador Hippolyte Léon Denizard Rivail, a quem os Luminares espirituais atribuíram a elevada missão de codificar seus ensinos e revelações. Mas, insistia ele, “O livro é dos espíritos.”

Como evoluir requer conheçamos as leis que nos regem a vida, no quanto nos é possível segundo nosso nível intelecto-moral, é preciso que estudemos referida obra, que nos convence da existência de Deus, da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos espíritos, da reencarnação, da pluralidade dos mundos habitados e da moral ensinada por Jesus.

De tríplice aspecto, ciência, filosofia e religião, no Espiritismo, religião (raciocinada religação a Deus) é o resultado moral do descortínio das leis da Natureza (leis divinas), conforme Jesus, na libertação pelo conhecimento.

Como religião, ademais, não adota ritual, paramento, postura corporal, nem se utiliza de velas, incensos, charutos, bebidas alcoólicas... Busca aplicar os ensinamentos cristãos em expedientes caritativos, sem qualquer remuneração.

Algumas atividades suas comuns às de outras doutrinas não significam qualquer ligação ou identidade, visto que se utiliza dos recursos espirituais, inclusive da mediunidade, de maneira lógica e racional. Foi - acreditamos - o que não percebeu o Dr. Luiz Felipe Pondé, cujo texto (caderno “Ilustrada”, Folha, 28.01.19,) levou, física e virtualmente, a milhões de leitores referência a “espiritismo afro”, cabendo-nos lembrar que “Espiritismo” é designação da Doutrina tal como codificada por Allan Kardec.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca