Noticia-se que cientistas tentam transplantar memória humana para o computador. A ousadia científica carece de domínio pleno do processo, mas mentes ansiosas agitam por resultado.
Quando for possível a tão desejada transferência, pretendem, aliando nanotecnologia e computação, num misto de robótica e expressão natural, dispor de programa que, além de lhe preservar a memória, tenha o indivíduo estendida a própria vida.
Pesquisadores e altos investidores do projeto asseguram que, ainda que ambientado num corpo artificial, vem aí um jeito de o indivíduo se imortalizar.
Não é de hoje que o homem vem se preocupando com a imortalidade. Expoentes da filosofia, da ciência, da religião e de outras áreas do conhecimento humano, de há muito, tratam do assunto. Abordam a temática, preocupados, no entanto, em imortalizar o corpo físico, parecendo desprezar o princípio da degeneração da matéria.
É inegável que, graças ao concurso de vários ramos da ciência, mormente da medicina, tem-se conseguido verdadeiros “milagres” de longevidade, mas, o corpo material há de perecer um dia.
As provas irrecusáveis de imortalidade apresentadas pelo Espiritismo, por sua vez, dizem respeito ao espírito, a essência do ser que, alcançada a perfeição, se desobrigará de voltar ao corpo físico.
Vasta literatura espírita, de origem fidedigna, denotando insofismável casuística, dá conta de que, nas leis da Natureza, a morte do corpo é tão natural, quanto natural é a imortalidade do espírito que, este sim, é o arquivo indestrutível, a memória perene de nossas acumuladas experiências.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca