Os universitários da Unesp de Franca pararam nesta quarta-feira, 15, as atividades para protestar contra os cortes feitos pelo Ministério da Educação. Mais de 200 estudantes se juntaram no campus de Franca durante a manhã para organizar o ato de conscientização. Eles se dividiram em grupos, que conversaram sobre diferentes temas relacionados à educação e à política.
Com faixas e cartazes, eles saíram do campus da Unesp e fizeram uma passeata até o Centro da cidade, pela avenida Presidente Vargas. O trânsito precisou ser fechado para a passagem dos manifestantes. No percurso, eles abordaram e conversaram com a população sobre os assuntos divididos entre os grupos.
Após o percurso, os universitários chegaram à Concha Acústica, na Praça Nossa Senhora da Conceição, onde fizeram a manifestação.
O ato em manifestação contra os cortes do governo continuou na área central durante a tarde. A manifestação foi pacífica.
NO BRASIL
Em dia de protestos contra os cortes na educação, milhares de pessoas saíram às ruas em ao menos 172 cidades nesta quarta-feira (15), em manifestações que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou serem feitas por imbecis e "idiotas úteis" usados como "massa de manobra".
Os atos ocuparam ruas e avenidas de todas as capitais e do Distrito Federal, além de outras cerca de 145 cidades. Foram realizados inclusive em pequenos municípios, como Felipe Guerra (RN), de 5.734 habitantes, e na terra indígena Alto Rio Negro, na fronteira entre Amazonas e Colômbia.
Participaram manifestantes convocados por sindicatos contrários à reforma da Previdência, pauta original dos atos, e estudantes e professores de escolas e universidades públicas e privadas.
Havia políticos e militantes de partidos de esquerda, integrantes de centrais de trabalhadores e alguns carregando bandeiras com a mensagem "Lula Livre". Mas milhares de manifestantes, de crianças a idosos, não tinham ligação com siglas, em uma participação espontânea que remeteu aos protestos de 2013.