A morte da jovem Núbia Ribeiro vai completar em setembro dois anos. Ela foi morta com requintes de crueldade e o caso chamou a atenção de toda a cidade. Agora, a Justiça determinou que o trio acusado pela morte da comerciante vá a júri popular. Na decisão, ainda consta que Launy Viodres do Prado e Leonardo Cantieri permaneçam presos. Ainda não há data prevista para o julgamento. Ítalo Vinicius Neves, terceiro acusado, também será levado ao tribunal do júri.
"Além das conflitantes versões dos acusados, é possível depreender-se da vasta prova oral produzida em juízo e, ainda, da prova documental carreada aos autos, a existência de indícios revelando a participação de todos os réus na empreitada criminosa que culminou na morte da vítima", afirmou o juiz José Rodrigues Arimatéa, da Vara do Júri de Franca, reiterando a decisão anterior sobre o júri popular.
A decisão de Arimatea vem depois de uma audiência ser anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em novembro de 2018. As defesas dos acusados alegaram na ocasião falhas nas gravações dos áudios dos depoimentos de audiência realizada em março de 2018, no Fórum de Franca. Neste ano, também em março, uma nova audiência foi feita e novos depoimentos foram coletados.
Lauany, Leonardo e Ítalo seguem presos. Eles são réus por homicídio qualificado, meio cruel, motivo fútil, sem chance de defesa à vítima.
“Os assassinos da nossa Núbia vão à júri popular! Acharam que as artimanhas da defesa ia mudar algo. Para que tá ficando pior tanto pra eles quanto pra mim. Só atrasando a condenação. Sei que nada vai trazer minha menina de volta, mas tem que pagar pela crueldade. Eles não tiraram só a vida da Núbia, eles me mataram em vida. E que eles rezem bastante pra ficarem por muitos anos no xadrez. E que o dinheiro não compre a impunidade”, escreveu Tania Ribeiro, mãe de Núbia, em publicação no Facebook.