08 de julho de 2026

O pau-brasil


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Os índios chamavam a espécie vegetal de ibirapitanga, sendo que “ybira” é árvore e “pitanga”, vermelho. Portanto, “árvore vermelha”, em tupi. Foram os portugueses que lhe deram o nome de “bersil”, significado de “brasa”. Aos poucos, “bersil” passou a “bresil” e depois a “brasil”. Até que ficou popularmente conhecida como pau-brasil.

Considerada uma árvore de madeira nobre, com alto valor econômico até os dias de hoje, era muito utilizada para a produção de móveis e navios. Também dela se extraía um líquido vermelho usado para tingir tecidos. Pode atingir até 30 metros de altura; e seu tronco, um metro e meio de diâmetro. Mas restaram poucas reservas de pau-brasil no Brasil, porque os portugueses cortaram as árvores e não fizeram replantio.

O comércio dessas árvores movimentou a exploração das nossas terras, gerou grande lucro para Portugal e devastou a Mata Atlântica, na faixa que vai do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. Foi um estrago e tanto.

Um dos primeiros exploradores desse recurso foi o português Fernando de Noronha, que ganhou por doação de Portugal a Ilha de São João (que, mais tarde, passou a ter o seu nome- Ilha Fernando de Noronha).

Durante muito tempo, a única fonte de renda proveniente da colônia portuguesa nas Américas era o pau-brasil. Bem depois viria a descoberta das minas de ouro.

Hoje, graças à ações de preservação e conscientização, é possível encontrar pau-brasil em todo o nosso território. Mas será impossível atingir a quantidade abundante da época da colonização. Já se falava, em 1605, em medidas de proteção à árvore, mas isso nunca surtiu efeito. O que foi uma pena.