09 de julho de 2026

Ativista a favor do meio ambiente


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Há oito meses, a estudante sueca Greta Thunberg, 16 anos, não foi à aula, como fazia todos os dias em sua cidade, Estocolmo. Ela se dirigiu a pé para o prédio que abriga o Parlamento, lugar onde políticos discutem os problemas do país. Carregava um cartaz de papelão onde se lia uma frase: # skolstrejk för klimatet! Quer saber a tradução? É “greve escolar pelo clima.” Greta também carregava panfletos que estampavam dados sobre o aquecimento de nosso planeta.

Sua intenção era chamar a atenção dos políticos para a gravidade da crise do clima e seus riscos para as futuras gerações. Oito meses depois, aquele protesto de uma garota solitária contagiou milhares de jovens. Eles se uniram no dia 15 deste abril numa marcha histórica pelo clima. Cerca de 1,5 milhão de estudantes de mais de 100 países.

A ativista, pequena só no tamanho, ganhou visibilidade internacional durante seu discurso na COP 24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro passado, na Polônia. Sem meias-palavras, Thunberg criticou o fracasso das nações em firmarem um compromisso pela proteção das futuras gerações. Ela disse:

“No ano de 2078, vou celebrar meu 75º aniversário. Se eu tiver filhos, talvez eles estejam comigo nesse dia. Talvez perguntem por que vocês nada fizeram enquanto ainda havia tempo para agir. Vocês dizem que amam seus filhos acima de todo o resto. Mesmo assim estão roubando o futuro deles bem na frente de seus olhos. Até vocês focarem no que precisa ser feito, não há esperança”, afirmou.

 

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