Na tarde desta segunda-feira, 22, os advogados que representam dois servidores envolvidos no caso revelado na semana passada por uma servidora da Educação, que os acusa de perseguição, afirmaram que foi registrado um boletim de ocorrência e também que vão processar Ângela Barbosa devido à “exposição a que eles vêm sendo submetidos”.
No último dia 17 de abril, uma servidora da Secretaria de Educação de Franca postou um vídeo dizendo estar sendo perseguida por seus superiores, incluindo o secretário da pasta, Edgar Ajax. O caso teve grande repercussão nas redes sociais. No vídeo, ela cita o nome de dois servidores e, em sua versão, afirma que dentro da Secretaria existe negligência dos dirigentes em resolver várias questões relacionadas aos próprios professores, alunos, escolas e creches e ainda diz estar sendo perseguida para pedir demissão.
Na nota de esclarecimento encaminhada pelos advogados que representam a servidora Fernanda Consuelo de Oliveira Andrade e Ricardo Castanheira, os mesmos afirmam que os dois são “servidores de carreira, ou seja, ingressaram no cargo por meio de concurso público. No momento, ocupam cargos efetivos de PEB I designada para o Gabinete do Secretário e PEB II designado para Divisão de Cadastro e Tecnologia Educacional, portanto não havendo que se falar em comissionamento para indicação de suas funções...”.
Os advogados afirmam ainda que a administração pública instaurou procedimento administrativo interno disciplinar para a apuração dos fatos. “Já, no que tange à exposição a que a Sra. Fernanda e o Sr. Ricardo vêm sendo submetidos, vale dizer que estão sendo tomadas as medidas cabíveis na esfera Cível e que serão efetivadas em breve. E com relação a esfera Criminal, entende-se que houve um atentado a honra dos referidos servidores, que extrapolou o exercício de seus cargos, de modo que o boletim de ocorrência já foi lavrado e culminará na instauração do inquérito policial brevemente.”
ENTENDA O CASO
Em dois vídeos divulgados nas redes sociais na semana passada, a servidora Ângela Barbosa, que trabalha no setor de ouvidoria da Secretaria, diz que está sendo perseguida e pressionada. “O secretário (Edgar Ajax) protege seus amigos e ali tem uma cúpula formada por oito a dez funcionários que são fechados com ele. Recebo muitas denúncias e presencio muitos problemas. Faço os relatórios, mas nunca há solução”, disse, em um dos trechos, a servidora. “Eu venho batendo de frente com essas coisas e estou sofrendo perseguição, sendo pressionada a pedir exoneração. Têm muitas denúncias que eles não têm interesse em ir atrás e resolver. Já fiz três boletins de ocorrência”, garante Ângela.
A servidora ainda afirmara que chegaram a pedir a sua “cabeça” para o prefeito em uma reunião. Ângela também fala de protecionismo na Secretaria e relata uma suposta irregularidade em que a Prefeitura teria locado um prédio de um funcionário da própria Secretaria para abrigar uma escola.