Acabo de ler Einstein - Sua vida, seu universo, autoria do biógrafo Walter Isaacson, o mesmo autor de Leonardo da Vinci, outro sucesso biográfico.
Sobre o gênio criador da “Teoria da Relatividade”, que modificou os conceitos da Física então reinantes desde Isaac Newton, revela interessantes particularidades. Entre tantas, informa que as ideias do cientista, na teoria que revolucionou a Física, se desvelavam intuitivamente.
Judeu, nascido na Alemanha, Einstein tinha o hábito de realizar caminhadas pelos campos, ocasiões que aproveitava para meditar sobre as grandes questões do Universo. Apesar de incomodado com sua posição, recusava aceitar as proposições da Teoria Quântica, do colega Max Planck, conquanto originárias das suas próprias ideias de “Relatividade”.
Sempre com um caderno à mão, esgotava-o com anotações e cálculos matemáticos. Profundamente humanista, preconizava a paz e o desarmamento mundial. Um tanto distraído, dele há anedóticos e até engraçados relatos de descuidos, principalmente na sua vivência em Princenton, nos EUA, para onde se mudou, em razão da grave situação, então, vigente na Alemanha.
Ajudou, indiretamente, na fabricação e utilização da bomba atômica, que pôs fim à 2ª. Guerra mundial, quando, no dia 6 de agosto de 1945, foi jogada sobre o Japão, matando em massa, contrariando seus princípios humanitários.
Na página 384, da edição de 2008, da Companhia das Letras, seu biógrafo revela, ainda, que o gênio da Física, na residência do sindicalista Upton Sinclair, participou de “uma extravagante cerimônia espírita”. Contudo, a expressão “extravagante cerimônia” coloca em dúvida o caráter e as conclusões da referida reunião.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca