Uma funcionária da Secretaria de Educação de Franca postou um vídeo dizendo estar sendo perseguida por seus superiores, incluindo o secretário da pasta, Edgar Ajax. O caso teve grande repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira (18), se transformando em mais um problema na gestão de Gilson de Souza (DEM).
No vídeo, a servidora Ângela Barbosa conta com detalhes o que estaria acontecendo, em sua versão, dentro da Secretaria e a suposta negligência dos dirigentes em resolver várias questões relacionadas aos próprios professores, alunos, escolas e creches.
Ângela, que trabalha no setor de ouvidoria da Secretaria, diz que está sendo perseguida e pressionada. “O secretário (Edgar Ajax) protege seus amigos e ali tem uma cúpula formada por oito a dez funcionários que são fechados com ele. Recebo muitas denúncias e presencio muitos problemas. Faço os relatórios, mas nunca há solução. Um dos casos é sobre o Ceprol. Ele marcou uma reunião e não foi, deixando mais de 320 crianças que estavam sem atendimento. Mas a cúpula protege ele, dizendo que ele não está no prédio. Mas não é verdade, mesmo ele estando em seu gabinete ele não atende ninguém. Isso não é certo, ganhar dinheiro sem fazer nada”, disse a servidora. “Eu venho batendo de frente com essas coisas e estou sofrendo perseguição, sendo pressionada a pedir exoneração. Têm muitas denúncias que eles não têm interesse em ir atrás e resolver. Já fiz três boletins de ocorrência”, garante Ângela.
“Eles chagaram a chamar o prefeito na Secretaria para pedir minha ‘cabeça’ em uma reunião. Nesse dia tentei conversar com o prefeito na saída do prédio, mas chegaram muitas pessoas no momento e não consegui falar o que queria. Mas o prefeito está sabendo de tudo”, disse, acrescendo o nome de Ricardo Castanheira, um dos braços direito de Ajax, que também estaria a pressionando a pedir demissão.
Ângela também fala de protecionismo na Secretaria e relata uma suposta irregularidade em que a Prefeitura teria locado um prédio de um funcionário da própria Secretaria para abrigar uma escola.
Até o fechamento dessa matéria nem a Prefeitura e nem o secretário Edgar Ajax se pronunciaram sobre o caso.