09 de julho de 2026

Franca tem a maior epidemia de dengue de sua história


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Entre as ações contra à dengue são realizadas palestras nas escolas de Franca

Em pouco menos de três meses Franca já vive sua maior epidemia da história de dengue. Apenas até o dia 21 de março (último balanço divulgado pela Prefeitura) eram 3.871 casos suspeitos da doença, 289 positivos, 18 importados e apenas 75 negativos. O total representa uma média de 50 novos casos por dia, o que tem mantido as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), o Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz” e as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) com fluxo de pacientes ainda maior que o habitual.

“Mesmo com as intensas ações de eliminação de criadouros, palestras de orientação sobre ambientes com água parada, os casos suspeitos de dengue na cidade seguem crescendo. Hoje estamos com 95% da cidade coberta, isso significa que em 95% da cidade já foram realizadas ações de orientação casa a casa, retirada dos criadouros e mutirões de limpeza”, explicou Cleber Benedito, da Vigilância Epidemiológica.

Com poucos registros da doença em 2017 e 2018, quando a cidade viveu um período controlado da doença, neste ano os casos de dengue, segundo dados da Vigilância Epidemiológica, estão espalhados por todos os cantos da cidade: regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. Apesar da proliferação dos casos ter sido mais intensa no início do ano na zona Sul, especialmente no Aeroporto, atualmente bairros como Dermínio e Vila São Sebastião, na zona Oeste, também têm registrado bastante casos.

“Os agentes trabalham de domingo a domingo, mas estamos falando de uma doença com transmissão muito rápida. O papel da população é fundamental nesta luta, com a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, atendendo as orientações dos agentes de controles de vetores. O baixo número de casos nos anos anteriores influenciou que a população se descuidasse o que acabou agravando a situação neste ano”, disse Cleber Benedito, que informou que atualmente 50 agentes trabalham diariamente em ações contra a dengue.

Os números, já alarmantes, devem crescer ainda mais no próximo mês. Segundo Cleber Benedito o ciclo da doença deve atingir o seu pico até o final de abril. Somente a partir de maio é que o surgimento de novos casos deve diminuir, sendo que a doença deve ser controlada apenas em junho. “Em 2015 vivemos a primeira grande epidemia e agora temos mais informações de como a dengue funciona. É natural que em abril os casos aumentem, já que deve ser o pico do ciclo da doença e depois vai diminuindo e, em julho, ela deve ter quasedesaparecido. Isto, em momento algum, retira a importância de que a população contribua e auxiliem para que a situação seja controlada o mais rápido possível”, finalizou Cleber Benedito.