17 de março de 2026

E os que morreram?


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Tão logo foi noticiada a triste chacina ocorrida em Suzano (SP), teceram-se sobre ela as mais variadas opiniões, algumas, com razão, situando-a nos desajustes psicológicos dos criminosos, a quem, com certeza, faltaram educação, assistência, presença, amor e carinho dos pais, cujos filhos são, quase sempre, “órfãos de pais vivos.” São ocorrências cujas causas requerem analisadas também do ponto de vista espiritual.

Em lares bem estruturados podem reencarnar espíritos de tendências perniciosas, que visem à educação, empurrados pela alavanca implacável do progresso moral. Já, em ambientes desestruturados, espíritos em atraso moral são atraídos por força da lei de afinidade, a cujos pais, todavia, não cabe desculpar-se ante o descuido na devida orientação, ou colherão os frutos ácidos da semeadura irresponsável e infeliz. E os que morreram? Estavam no lugar errado e na hora errada? Não! Se admitirmos que Deus é a Soberana Justiça, tal hipótese revela-se inverossímil.

A perfeição e sabedoria das leis divinas não permitiriam que injustiça acontecesse aos seus tutelados, senão em aparência, para cumprimento de seus supremos desígnios. Lamenta-se que, com vistas a nos redimirmos de crimes que cometemos em vidas passadas, implorarmos, por imposição do arrependimento, que reencarnemos em boas condições de saúde, para podermos praticar o bem. Repetidas algumas vezes a volta ao campo das lutas materiais, sem que nos tenhamos dedicado ao bem a que nos propomos, eis que surge o momento da conjugação dos fatores que nos obrigam ao cumprimento da lei de causa e efeito, o que bem poderia ter sido evitado.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca