O ciclone Idai que atingiu Moçambique na quinta feira ,14, avançou para Zimbabué e Malaui deixando um rastro de destruição. Mais de 200 mortos foram confirmados em Moçambique, e mais de 100 em Zimbábue, mas o presidente Felipe Nyusi teme que o número de vítimas possa passar de mil.
Pastor Metodista e Vereador da vizinha Brodowski, Jeferson Antônio Miguel esteve no local três dias após a passagem do ciclone. E disse que ficou impressionado com o estrago provocado pelo desastre natural.
“Foi terrível. O que me impressionou foi que eu passei lá três dias depois do ciclone e não tinha um bombeiro na rua, um policial. Não tinha exército. Não tinha ninguém orientando as pessoas. O povo de Beira está jogado à própria sorte”, disse Miguel, que já se retornou para São Paulo na noite de terça feira, 19.
Os sobreviventes estão fazendo a limpeza e organização das cidades, limpando casas, tirando árvores da rodovia.
Miguel costumava visitar frequentemente o Leste da África, pois participa do projeto “Iluminando Vidas”. Numa cidade de 350 mil habitantes, o projeto cuida de mais de 60 crianças carentes na cidade. Miguel fez a viagem com quatro amigos havia uma semana quando souberam que o ciclone atingiria a região.
"Entendi que seria uma tempestade forte, mas nunca imaginei que seria um furacão como foi. Ele durou cerca de 12 horas. Começou na quinta (14) umas 17h e foi se intensificando. Entre meia-noite e 3h de sexta, foi terrível. Nunca vi na minha vida coisa semelhante: o vento, o barulho, a chuva. Foi algo surreal. Não dá nem para descrever”, afirmou.
Após a destruição das cidades, o ciclone Idai foi considerado a pior tempestade tropical das últimas décadas e pode ser a pior que já tenha atingido o Sudeste do hemisfério sul, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Maputo, a capital moçambicana, tem a baixada brasileira que calcula que, em média, 300 brasileiros vivam nas proximidades de Sofala e Manica, e também as mais atingidas pelo Idai. Todos estão salvos segundo o Itamaraty, com exclusão de danos materiais, uma vez que os ventos de 170 km/h, deixaram as cidades destruídas, alagadas, com postes, arvores caídos e casas totalmente desmoronadas.