Atualizada às 20h12
Começou nesta quinta-feira, 7, no Fórum de Franca, às 13h30, a nova audiência de instrução do caso Núbia Ribeiro, jovem que foi assassinada em 2017. Estiveram presente os três acusados: Lauany Viodres, Leonardo Cantieri e Ítalo Neves.
A audiência teve início com o depoimento da mãe da vítima, Tânia Ribeiro. Ela disse que não chegou a conhecer Leonardo antes do crime. “Demos falta da Núbia e fui informada que o carro dela estava abandonado na rodovia, foi quando tudo começou. Eu nem cheguei a conhecer o Leonardo, ele levou a Núbia para jantar duas vezes na casa dele, e eu nem sabia. Não o conhecia, muito menos a Lauany”, disse Tânia.
O segundo a ser ouvido foi o primo de Ítalo Neves, Robert Santos. O juiz leu o depoimento que ele deu à polícia, que foi confirmado por Robert. “Eu só recebi uma ligação do meu primo, perguntando se eu estava sabendo de algo, eu só disse que estava em toda mídia, o sumiço de uma moça chamada Núbia”, disse.
Logo depois, o pai de Leonardo, João Cantieri, foi ouvido e manteve o discurso que apresentou anteriormente, de que Leonardo era manipulado por Lauany. “Depois que ele começou a se relacionar com a Lauany, começaram os problemas. Ela batia nele e ele ficava calado. Ela proibia ele de ir na minha casa, ela quem atendia o telefone dele Ele nunca demonstrou agressividade, foi meu filho mais carinhoso. Ele mudou depois que conheceu Lauany, começou a desandar, não houve uma razão específica, mas a gente percebia que ele mudou o comportamento. Ela era agressiva, já a presenciamos agredindo ele na porta da minha casa. No dia do desaparecimento, eu fiquei sabendo e fiquei tranqüilo, pois jamais imaginei que ele pudesse ter feito alguma coisa”, disse ele.
O agente policial Sandro Rocha, responsável pelo esclarecimento do caso, também foi ouvido e disse que através das imagens de uma câmera de um estabelecimento foi possível ver Núbia entrando no carro de Leonardo. “Vimos o carro do Leonardo, um VW Gol, uma pessoa chega logo depois em um Honda Civic, e essa pessoa chega e entra no carro de Leonardo”, disse.Letícia Gomes, amiga da Lauany, foi ouvida logo após o agente. Ela contou sobre a relação com a acusada, disse que as duas saiam para festas nos finais de semana e que só conheceu Leonardo quando presenciou uma discussão do casal meses antes do crime. “Meu contato com ela era mais nos finais de semana, depois ela se afastou bastante e sempre quando saíamos ele ligava para ela e ela ia embora, pois sempre ele ligava. Ele não aceitava que ela saísse sozinha”.Ela disse que quando Leonardo ficou com Núbia, Lauany a chamou pra ir até o brechó de Núbia. “Ela queria saber se eles tiveram relação sexual, foi uma conversa tranqüila, não houve agressão. Depois disso ela ligou para o Leonardo e fomos em uma pracinha, onde ela começou a agredi-lo”, disse Letícia.
Em depoimento de Emerson Silva, primo de Ítalo Neves, que está preso, ele contou que estava em um bar no Vera Cruz, quando Leonardo e Lauany pararam na casa de Ítalo. Ele foi até a casa e se deparou com os dois em um veículo Gol, os acusados pediram para que vigiasse o carro, pois eles iriam lavar as mãos. Como eles não retornaram, ele saiu para dar uma volta e só retornou por volta a 1h da manhã. Foi quando sentiu cheiro de queimado e questionou os acusados, em resposta, Leonardo disse que estavam queimando uma bolsa e documentos de uma moça que haviam roubado, mas não deram maiores detalhes. “Eles me deram um cartão de memória com fotos pessoais dela e pediram para que eu sumisse com ele. Eu estava com o Robert e recebemos uma ligação de Lucas (irmão de Lauany) perguntando o que havia acontecido, o Robert não quis falar com ele”.
Fernanda Rocha, amiga de Lauany, prestou depoimento em seguida. Ela disse que Lauany e Leonardo estavam morando juntos. “Me distanciei dela porque Leonardo não gostava muito de mim”, disse. “Ela (a Lauany) disse que ia em um show comigo, mas depois mudou de ideia. Depois do desaparecimento de Núbia, ela me pediu pra dizer que eu havia ido no show com ela, mas eu disse que não ia mentir”.
Edilaine Oliveira, amiga de Núbia, prestou depoimento na sequência. "Ela sempre dizia que estava comigo para a mãe. Ela me contou que ia comer um lanche com Leonardo e ainda a questionei se era com ele mesmo. "Às 6h da manhã a mãe dela me ligou e disse que ela não havia chegado. Eu fui até a casa do Leonardo e chamei a mãe dele. Ela me informou que ele estava trabalhando em uma oficina e que não falava com o filho havia dois meses. Toda vez que eles largavam, o Leonardo procurava ela".