08 de julho de 2026

Franca e as Mulheres do Brasil


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A foto oficial do encontro aberto do Grupo Mulheres do Brasil-Núcleo Franca, realizado no último dia 27, no Luiza Labs

Foi emocionante e inspiradora a reunião aberta do Grupo Mulheres do Brasil - Núcleo Franca, realizada quarta, 27. Ver no encontro mais de 100 mulheres engajadas e empoderadas com um objetivo muito nobre: trabalhar para um Brasil melhor, é de encher de orgulho.

Um dos objetivos desta reunião era detalhar um pouco mais do trabalho realizado pelo grupo para interessadas em fazer parte do mesmo e, também, aproveitar a ocasião para confraternizar; uma boa pedida sempre. O lugar do encontro não poderia ser melhor: o Luiza Labs; Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho Administrativo do Magazine Luiza, é uma das fundadoras e é presidente do grupo e cedeu lugar na central de tecnologia e inovação do ML para receber as mulheres. Antes, as reuniões eram realizadas no Dan In.

Logo na entrada do Luiza Labs, uma surpresa: um funcionário do local - ainda uniformizado e com o crachá - tocava piano lindamente. Mas não era por conta da reunião especial. Alí é sempre assim. O piano está à disposição para os talentos da casa que queiram encantar os colegas e os visitantes.

No começo do encontro, mais música. Algumas integrantes do grupo criaram um coral e foi ao som de “Herdeiros do Futuro”, de Toquinho, que veteranas e novatas foram recebidas.

O grupo
Eliane Querino,da Know How, coordenadora do grupo local, foi quem começou as falas. Deu boas vindas, se mostrou feliz com o novo espaço e com o fato de ter casa cheia: “Antes, precisávamos convidar as pessoas para vir e era tão difícil!! Agora as pessoas pedem para participar e é tanta gente, que a Luiza nos cedeu esse lugar maior”, disse ela, relembrando que o grupo francano existe há 3 anos e tem 200 integrantes voluntárias. O grupo geral foi criado há 5 anos, em São Paulo, e reúne 24 mil mulheres no Brasil e diversas partes do mundo.

Eliane explicou as atividades do Mulheres do Brasil, sempre reforçando que se trata de um grupo suprapartidário e que se engaja em projetos e instituições já existentes em diferentes áreas de atuação. Explicou que não se trata de um grupo de doação e, sim, de ações voltadas para a educação, saúde, igualdade, redução da violência no trânsito... Detalhou alguns dos trabalhos realizados pelas mulheres de Franca, como o Vozes, que realiza palestras para estudantes mulheres a respeito de educação, comunicação, perseverança...; e o Verdejar, que planta mudas de árvores nas cidades (o grupo de Franca já plantou 1,6 mil).

Eliane, de uma gentileza e elegância ímpares, convidou várias das colegas do grupo a fazer uso da palavra. Entre elas, a psicóloga Janice Mahallen, que fez bonita fala a respeito da importância de cada uma olhar para dentro de si, para buscar o que se quer fazer, trabalhar o “fazer acontecer”. Falou, também, da ‘leveza‘ - que é o espírito que o Mulheres do Brasil quer incutir na rotina do grupo. Bel Balieiro, do Novo Colégio, como sempre, trazia um sorriso largo no rosto e disse que o grupo, agora, tem Instagram personalizado (já fica o convite e o endereço para quem quiser conhecer, seguir e se integrar ao grupo: @grupomulheresdobrasilfranca).

Sempre Luiza
Logo depois chegou Luiza Helena Trajano. Nem todas as participantes da reunião sabiam que ela estaria presente. E, como de hábito, as mulheres ficaram encantadas com a energia e a força que essa francana transmite. Como também tradicionalmente acontece, Luiza Helena não se prendeu a um roteiro pré-estabelecido. Ela fala sempre o que julga relevante, o que vai despertar interesse, envolver, motivar, instigar. E sempre acerta.

Ela contou um pouco da história do Luiza Labs e, com indisfarçável orgulho, disse: “comprei esse prédio do HB há 10 anos. não sabia nem o que ia botar aqui. Há três anos começamos o primeiro laboratório e hoje temos esse laboratório digital que é modelo para muitos outros do país”. Ao relembrar a história do Luiza Labs e falar do momento da compra do prédio, Luiza Helena se saiu com uma frase memorável: “Eu tinha um dinheiro aplicado, mas não gosto muito de dinheiro aplicado, não, porque não rende emprego, né gente?”. A plateia, grande parte formada por empresárias que também geram empregos, não só concordou como aplaudiu intensamente.