A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) trouxe a reviravolta no caso da morte do jovem Hygor Oliveira Neves, 22 anos. Hygor morreu na madrugada do dia 9 de fevereiro na Santa Casa de Franca, após ficar internado por 40 dias. O rapaz foi baleado no último dia de 2018, na porta de casa, no Jardim Aeroporto III.
Na primeira versão que chegou à polícia, Hygor estaria em frente a uma casa na rua Simão Cyrineu de Souza, quando dois homens em uma moto teriam se aproximado. O homem que estava na garupa teria disparado contra a vítima e os dois fugido em seguida. O jovem foi atingido no pescoço.
Mas a versão foi descartada pelos investigadores. Segundo o delegado da DIG, Márcio Murari, o fato foi diferente e um acidente teria ocorrido no dia do fato. “Na investigação que se iniciou depois do crime, colhemos informações e chegamos até esse rapaz que está preso por tráfico de drogas, e ele compareceu aqui e explicou o que aconteceu. Na primeira versão teriam sido dois indivíduos que teriam atirado contra a vítima. Entretanto havia informações que o fato teria ocorrido no interior da residência da vítima. E um dos suspeitos teria sido esse rapaz que trouxemos aqui na sede da DIG”, revelou o delegado.
O tiro teria sido acidental. O suspeito está preso desde o dia 24 de fevereiro. “Ele informou que foi um disparo acidental. Ele disse que era amigo da vítima e que inclusive, o Hygor estava manuseando um revolver calibre 38 e quando o entregou, acidentalmente houve o disparo que acabou acertando o pescoço”, disse Murari. Um disparo contra o braço esquerdo será investigado após o laudo necroscópico chegar até a DIG. “Os familiares também disseram que o disparo havia sido em via pública”, revelou Murari que deve ouvi-los novamente. Não está descartado que os parentes tenham ficado com medo de se envolver.
A partir de agora a DIG deve fechar o inquérito e definir se o suspeito será indiciado de forma intencional ou não.