Os apelos do líder do Governo, Otávio Pinheiro (PTB), não foram suficientes para garantir a expansão urbana de Franca. Uma audiência no Ministério Público, com o promotor Carlos Henrique Gasparotto, representantes do setor de imóveis, da prefeitura, da Câmara e da Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca) resultou na ideia de retirar o projeto original e discutir a proposta em uma nova consulta popular. A sugestão foi apresentada, mas não foi aceita pelo prefeito Gilson de Souza (DEM). O projeto recebeu apenas seis votos favoráveis nesta terça-feira (26).
Corrêa Neves Júnior (PSD) justificou sua posição contrária. “O prefeito nos garantiu que o Ministério Público não se oporia à aprovação (do projeto). Chegamos aqui (na sessão) e vi que a ata da audiência na promotoria indicava pela sugestão da realização de uma audiência pública, aliás, por consenso. Cansei desta falta de clareza do Governo. Não dá para ser assim”. Della Motta foi além. Se referindo ao presidente da Casa, Donizete da Farmácia (PSDB), deixou evidente seu posicionamento. “Eu jamais poderia ir contra o senhor, presidente. Tem a assinatura do senhor na ata, que sugere uma nova audiência”.
Em defesa do Governo, Nirley de Souza (PP) acusou o colega Carlinho Petrópolis (MDB) de votar contra a expansão urbana por “vingança ao Governo”. Carlinho luta por avanços na aprovação de projetos para construção de imóveis pela prefeitura. “O senhor não tem o direito de dizer isso. Sempre ajudei o Governo. Não seja maldoso. Quando eu saio da frente, depois, não tem jeito mais”.