Foram registrados muitos casos de dengue em nossa cidade e região nas últimas semanas. E a causa disso é a proliferação do mosquito Aedes Aegypti. É ele quem transmite o vírus da dengue, da zika e da chikungunia. É pequeno mas faz grandes estragos. Mede menos de um centímetro, sua cor é café ou preta, tem listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar as pessoas nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde. Ele não gosta de sol forte. Mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. A pessoa não percebe a picada, pois no momento não dói nem coça. Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a fêmea do Aedes voa até mil metros (um quilômetro) de distância de seus ovos. Com isso, os pesquisadores descobriram que a capacidade do mosquito é maior do que os especialistas acreditavam. Até então, eles sabiam que o Aedes só se distanciava cem metros. Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia. O indivíduo picado apresenta febre, dores por todo o corpo, vontade de só ficar deitado, um desconforto no fundo dos olhos. Em geral isso tudo passa em sete dias. Mas há casos em que o quadro da doença se agrava com hemorragias e o doente morre. Precisamos cuidar do ambiente onde estamos, não deixando vasilhas com água parada em nenhum lugar de nossa casa. Sem água parada o Aedes não se desenvolve e não há doenças.
Como combater o mosquito maligno
O Aedes aegypti é um mosquito doméstico. E maligno, porque causa males. Ele vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados e distribuídos por diversos criadouros. Por isso é superimportante identificar os focos onde podem se reproduzir. E então agir para acabar com eles. Em menos de 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada – ambiente propício para procriação do Aedes aegypti. Mas, atenção: não basta fazer isso uma vez e achar que não há mais perigo. Nesta época, vivemos no Brasil a estação das chuvas. Faz muito calor, caem pancadas fortes, o sol se abre de novo, e por aí vai. Então, lugares que já foram secos, voltam a se encher de água. Por isso os cuidados devem ser constantes. A qualquer descuido a fêmea do Aedes deposita milhares de ovos que contêm embriões que viram mosquitos e saem procurando sangue humano para se alimentar.
Quem pensa que esse mosquito do mal gosta é de água suja, se enganou. Ele gosta de água limpa e parada. Por isso, todo cuidado ainda é pouco.
Cuidados dentro de casa
Tampe caixas d’água
Deixe os ralos e calhas limpos
Retire toda água acumulada que encontrar.
Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo
Preencha pratos de vasos de plantas com areia
Preste atenção às bromélias, babosas e outras plantas que podem acumular água nas folhas
Mantenha lixeiras bem tampadas
Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais
Vasos vazios também devem ficar de cabeça para baixo ou tampados