Os vereadores de Franca se reuniram, nesta manhã, e decidiram abrir mão das emendas impositivas apresentadas ao orçamento da cidade. O objetivo é liberar cerca de R$ 8,4 milhões para que o prefeito Gilson de Souza possa utilizar os recursos na reconstrução da cidade após as chuvas de quarta-feira. “Precisamos de toda ajuda possível. Estamos trabalhando numa grande força tarefa, mas há muito que ainda precisa ser feito”, disse o prefeito.
As emendas, feitas à Lei Orçamentária, previam o repasse de verbas a diferentes entidades de Franca, como creches e lar de idosos. No entanto, desde o começo do ano, o governo tem se colocado contrário à liberação dessas emendas, com o argumento de que essas entidades já recebem recursos por outro meio, como subvenções. Com isso, o prefeito vetou as emendas. Esse veto que será analisado pelos vereadores na terça-feira, que poderiam mantê-lo e descartar as emendas ou derrubá-lo, o que forçaria o prefeito a trabalhar com as emendas no orçamento do ano.
Nesta manhã, no entanto, os vereadores decidiram abrir mão dessas emendas impositivas. Numa reunião, solicitada pelo presidente Donizete da Farmácia, que contou com 14 vereadores - o Pastor Otávio está em viagem a São Paulo - e com a presença do prefeito Gilson de Souza, foi acertado que os vereadores manterão o veto na próxima terça-feira para que o governo possa utilizar os recursos nos reparos da cidade. "Esse é um momento de crise e momentos de crise pedem união. Por isso os vereadores decidiram colaborar com o prefeito, apesar de qualquer divergência", disse o vereador Corrêa Neves Jr.
O presidente da Câmara disse que a medida é uma forma de os vereadores contribuirem com a cidade nesse momento. “É uma forma de todos os vereadores, sem exceção, estarem participando e dando a sua contribuição. É o mínimo que poderíamos fazer. Achei uma ação importantíssima de todos os parlamentares, que abriram mão das impositivas, assim como a aceitação do Prefeito”, afirmou por meio da assessoria de imprensa.
Carlinho Petrópolis ressaltou a necessidade de a Câmara Municipal atuar em conjunto com o Executivo. “Devemos pensar sempre no bem comum e ter mais união, sem considerar partidos. A cidade precisa do nosso apoio”, declarou.