Esta quinta-feira, 21, tem servido para que francanos de várias partes da cidade contabilizem os prejuízos deixados pelo forte temporal que caiu sobre a cidade ontem, 20. Córregos transbordaram deixando um rastro de destruição e sujeira por toda parte.
No condomínio de chácaras Quinta do Bosque uma garagem e um muro caíram sobre um carro em uma casa e o telhado de outra acabou arrancado com a força do vento e só parou quando encontrou um coqueiro pela frente.
Há apenas 20 dias na cidade, a enfermeira Rafaela Moresco do, 45, levou um grande susto. Em casa com os três filhos e um pintor que realizava serviços na residência, ela ouviu um forte estrondo quando a garagem coberta e um muro caíram.
"Foi um grande susto, mas tivemos sorte de termos apenas prejuízos materiais e ninguém se feriu. Acabei de me mudar e muitos dos meus móveis ainda estavam na garagem, perdemos tudo que estava ali, bicicletas, guarda-roupa, cama", disse.
No momento da queda do muro, que caiu sobre uma horta na casa vizinha, um homem saía de carro e o veículo foi atingido, porém ele conseguiu sair sem ferimentos.
A poucos metros dali, em outra chácara, uma árvore derrubou parte de um muro e o telhado de uma casa foi arrancado.
Na Unidade I do Uni-Facef, na avenida Major Nicácio, os prejuízos, segundo o reitor da instituição José Alfredo de Pádua Guerra, são incalculáveis. A água, que chegou a subir um metro e meio, entrou em todos os cômodos e estragou carros estacionados que foram arrastados. Hoje, funcionários de todas as unidades e até alunos trabalhavam na limpeza do espaço e tentavam recuperar o que não foi destruído. Dezenas de sacos de lixo, muitos deles repletos de livros, dividiam lugar com o barro.
"É realmente uma tristeza grande ver o que aconteceu aqui. Foram muitos danos e o valor do prejuízo, especialmente na biblioteca, onde perdemos dezenas de livros, é incalculável", disse.
Hoje, inicialmente, as aulas no Uni-Facef acontecerão normalmente.
Nas avenidas Sete de Setembro, Dr. Ismael Alonso y Alonso e Hélio Palermo, funcionários trabalham para limpar o rastro de sujeira deixado.
Nos córregos pontes tiveram suas grades de proteção arrancadas com a força da chuva e diversas passarelas, como as da Alonso y Alonso com a Distrito Federal, outra nas proximidades do Lanchão e da Hidromar, estão com suas fundações comprometidas.
Parte da avenida Hélio Palermo, próximo a ponte com a General Osório, está interditada para limpeza e recuperação de buracos que se formaram com a chuva.