Ao contrário dos indígenas ou de países do oriente, como o Japão, onde os idosos são respeitados e seguidos como modelo, no Brasil eles costumam ser esquecidos, ignorados ou até ironizados por ideias e costumes tidos como ultrapassados. Dessa maneira, depois de trabalhar para manter a família e educar os filhos, quando alcança a idade de se aposentar, passa a receber, via de regra, um salário insuficiente para manter o nível de vida anterior. Em razão disso, procura algum trabalho, mas é descartado, ou seja, para se aposentar é novo e para voltar a trabalhar já é velho. Para não ficar incomodando em casa, a família busca um lugar onde ele possa estar o dia todo, e se ficar o tempo integral, também à noite, vão achar melhor ainda. Há tantos casos em que ele ou ela é levado a um asilo ou casa de repouso, deixado ali, prometendo buscá-lo em seguida e nunca mais aparecem, ou seja, ficaram livres daquele encargo. O pior ainda é quando passa a ser explorado por alguém da família, um folgado e sem a menor compaixão, que chantageia e se apodera de seu cartão de aposentadoria, assumindo o valor recebido, ou exigindo empréstimos em consignação, enquanto o pobre aposentado fica com apenas com alguma migalha, isto se sobrar. No caso de alguma herança, aí aparecem os descendentes, que o ignoraram em vida, para disputar uma fatia do bolo. Recentemente, falando em meu programa da Rádio Difusora, o promotor de justiça dessa área, Murilo Lemos Jorge, citou e lamentou situações frequentes dessa natureza, mas alertou que denúncias podem ser feitas a ele, através do número 3724-4010, no Ministério Público de Franca. Lembrando também que a Prefeitura precisa apoiar a criação de novos CCI-Centro de Convivência para Idosos, no estilo daquele ótimo que o Lions Clube mantém no Jardim Redentor.