CLAUDINEI QUEIROZSÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Na próxima quarta-feira, o São Paulo precisa derrotar o Talleres-ARG por três gols de diferença, no Morumbi, para passar à próxima fase da pré-Libertadores. A tarefa por si só já seria muito difícil, mas, quando o torcedor olha os resultados recentes do Tricolor no ano, o sentimento beira o desespero.
Isso porque a equipe de André Jardine só marcou um gol nos últimos cinco jogos, o de Hernanes, na vitória por 1 a 0 sobre o São Bento, no Paulista. Desde a derrota por 2 a 0 no San-São, quando o time deu apenas sete chutes a gol e não acertou nenhum, o grupo são-paulino parece ter perdido o rumo do gol.
No duelo seguinte ao clássico, Pablo e companhia deram 18 chutes contra o goleiro do Guarani, no Pacaembu, e acertaram apenas cinco. No fim, derrota: 1 a 0.
Na vitória sobre o São Bento, foram mais 15 finalizações, com outras seis no alvo. Na derrota para o Talleres, os números foram parecidos: 10 chutes e apenas 4 certos.
A má fase do setor ofensivo se mostrou novamente anteontem, na derrota para a Ponte Preta. Nervoso e sem criatividade, o Tricolor deu apenas seis chutes contra o gol da Macaca e, assim como no Dérbi, o goleiro rival não fez uma defesa sequer.
Esse fraco rendimento é visto também no aproveitamento de André Jardine como treinador da equipe. Desde que ele assumiu o comando, nas últimas rodadas do Brasileirão, passando pela pré-temporada na Florida Cup, pelo duelo da Libertadores e pelo Paulistão, ele dirigiu a equipe em 14 jogos, com apenas 4 vitórias, 2 empates e 8 derrotas. Um aproveitamento de 33,3%.
Mesmo com o apoio do grupo de jogadores, o treinador terá quarta-feira o seu dia D. E a única forma de diminuir a pressão e evitar a demissão é fazer o resultado para se classificar. De outra forma, não haverá perdão.