09 de julho de 2026

Quase metade das mortes no trânsito de Franca é com motos


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Motocicleta ficou destruída após se chocar com Kia Sportage na avenida Brasil na última semana

Já virou rotina a preocupante notícia do elevado número de acidentes envolvendo motocicletas em Franca. Na última semana, por exemplo, dois graves acidentes por pouco não terminaram em tragédia. No dia 29 de janeiro, uma moto ficou destruída após um acidente que deixou um casal ferido na avenida Brasil.

Um carro Kia Sportage, que era conduzido por um jovem de 18 anos, tentou fazer uma conversão para entrar em um supermercado e acabou colidindo com uma moto MT 750 Yamaha, que fazia o mesmo sentido. A moto atingiu a traseira do carro e ficou completamente destruída. O casal que estava na motocicleta foi socorrido com ferimentos leves por uma ambulância do Samu e encaminhado até a Santa Casa de Franca.

Outro acidente aconteceu quase um dia depois, na madrugada de quarta-feira, 30, em que um motociclista de 50 anos acabou ferido quando seguia pela avenida Moacir Vieira Coelho e, no cruzamento com a avenida Flávio Rocha, acabou atingido pelo motorista de um Fiat Uno.

O motociclista foi socorrido com diversos ferimentos pelo corpo, com mais gravidade no fêmur e quadril e foi encaminhado para a Santa Casa de Franca.

Porém, em muitos casos, alguns motociclistas não têm chance de sobrevivência a este tipo de acidentes. Em 2018, das 54 vítimas fatais em acidentes de trânsito em Franca, 22 foram em acidentes envolvendo motocicletas.

Segundo os dados fornecidos pelo Infosiga (Movimento Paulista de Segurança no Trânsito), o número superou o ano de 2017, quando foram registrados 21 óbitos nesse tipo de caso.

Assim como em 2017, o maior número de acidentes aconteceu em dias de finais de semana. 27% dos casos aconteceram no sábado, em horários entre 18 horas e meia-noite.

O perfil das vítimas também se repete. Em 54% das fatalidades, as vítimas tinham entre 18 e 24 anos de idade, sendo 77% condutores do sexo masculino. As estatísticas também mostram que dos 22 acidentes fatais com motos, em 90% dos casos quem vai a óbito é o condutor.

“A fiscalização é feita em todas as modalidades de veículos. Tendo em vista o número maior de óbitos envolvendo motociclistas, fazemos várias operações direcionadas a esse público. Em determinadas fiscalizações, deslocamos um turno para realizar abordagem somente de motocicletas. É feita a verificação das condições de segurança do veículo, se o capacete está em condições adequadas, para que o condutor possa ter mais segurança e reduzir o risco de se envolver em acidentes e aumentar a chance de sair com vida de uma situação dessas”, disse Régis Antônio Mendes, comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar.