O fato de a China ter plantado semente de algodão na Lua e conseguir que elas germinassem - conquanto as ramas viessem a sucumbir ante a violenta queda de temperatura na noite do lado oculto do satélite natural -, parece abrir um campo imenso de possibilidades. Pode significar porta aberta para a colonização de planetas ainda não habitados por inteligências corpóreas.
A ideia parece razoável, se considerarmos que expressiva corrente de estudiosos admite que a colonização da Terra é resultado de iniciativa semelhante de inteligências mais adiantadas, vindas de orbes anos-luz distantes do nosso.
Há mesmo mentes mais formais que chegam a opinar que a Criação terrestre pode não ser obra de um deus e, sim, de civilizações que já atingiram estágios mais avançados. Argumentam que a presença de um ser superior seria desnecessária, o que provoca a pergunta que, primária e lógica, é inevitável, pela própria natureza: quem criou os seres de outros planetas que nos teriam criado, seria de orbes que lhe estão ainda mais acima?
A admissibilidade de uma crescente gradação de inteligências criadoras acabaria por atestar-nos um círculo-vicioso a conduzir-nos, inevitavelmente, ao ponto de origem do questionamento, que já se resolve pela certeza de que a Criação é de uma Inteligência Suprema, dotada de poder absoluto, substanciado em infinito amor e justiça, corolário da estabilidade universal.
Somos, portanto, oriundos da manifestação do Amor Divino, o que nos faz uma família única, esbanjando direito de herança das divinas virtudes, onde quer que nos encontremos na infinitude do espaço, com a qualificação natural de cooperadores da Obra de Deus.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca