Na próxima terça feira o novo ano legislativo começa. Depois de alguns dias de recesso os vereadores retomam as sessões ordinarias para discutir os projetos e problemas da cidade.
Este promete ser um ano duro. Pré eleições municipais, 2019 tende a ser um ano que vai ditar o tom das críticas ao governo e a capacidade da administração de mostrar a que veio.
A oposição, que não poupou o tempo de descanso para atacar as falhas do atual líder municipal nem durante o recesso, se articula em grupos de WhatsApp e posts no Facebook. É claro que nenhum erro, nenhum entrave ou confusão será sublimado.
No entanto, a quem interessa desgastar o governo, denúncias e discursos inflamados, mas vazios não serão suficientes. Para vereadores com anos de mandato, atacar sem nenhum lastro nas ações que tomaram no passado soa falso e oportunista. Para aqueles de primeiro mandato, mais que reclamar a insatisfação é preciso coerência. Os eleitores estão maduros o suficiente para saber que apontar o dedo é fácil, mas propor soluções plausíveis para problemas complexos não é.
O governo, por seu turno, se mantém inerte. Apesar do esforço do setor de comunicação de mostrar serviço, com Videos, notas e comunicados, ainda há muito a ser corrigido. O carnaval é dúvida. Numa lista ainda confusa, os diretores das escolas municipais ainda serão assunto nos próximos dias. A saída de diferentes secretários insatisfeitos, idem.
O ex-secretário de recursos humanos, Alberto Donha, se despediu da pior maneira. Juiz respeitado, deixou a gestão em meio a uma situação lamentável. Conversas desencontradas, decisões desfeitas. Rodolfo Moraes, na Saúde, passou por processo semelhante e preferiu se despedir por carta, nem pessoalmente quis falar. Problemas que se repetiram em outras áreas, mas que exigem uma solução.
A lista de decisões duras a serem tomadas é extensa. O novo contrato do ônibus, o reajuste dos servidores, o asfalto da cidade, a expansão urbana, os novos loteamentos atravancados no Planjamento, etc. Nas mãos do prefeito Gilson de Souza, o ano politico da cidade.
Caberá acompanhar, agora que não há mais férias a adiar as discussões, o rumo que cada um dos lados vai seguir. Assistindo, atentamente a cada um desses passos, milhares de francanos, cansados da inação, irritados com a demora e plenamente conscientes de que o tempo, a partir de agora, é inimigo de quem fala muito, mas tem poucas realizações a mostrar. De ambos os lados.