A revista “CasaClaudia”, edição nº 681, de maio/18, traz uma reportagem assinada pelo jornalista Daniel Tavares e falando sobre o escultor Florian Raiss, autor de uma série de esculturas conhecidas como “Quadrupedes” e para a qual o jornalista posou de modelo. Conta o jornalista que, por duas vezes, os moldes de barro para as esculturas se quebraram e que o escultor se manteve calmo, dizendo:”...Esse é o processo. Voltar ao zero para encontrar um novo e melhor caminho.” Sem entrarmos no mérito da obra de arte do escultor, não podemos negar que sua afirmativa está perfeitamente de acordo com o Espiritismo. Ensina a Doutrina que cada dia é uma oportunidade de recomeçar nossa caminhada em busca da evolução. Que devemos aprender com os nossos erros. Não que eles sejam o único processo de aprendizagem. Mas, é sábio aprender com as nossas falhas. Como nos ensina o espírito Santo Agostinho, quando, na resposta à questão 919 nos conclama a, diariamente, fazermos uma análise da nossa conduta no dia a dia, com a finalidade de verificarmos as nossas falhas e procurarmos corrigi-las. O mesmo podemos dizer com relação às inúmeras reencarnações que já tivemos e as que, ainda, teremos que vivenciar para realizar nosso processo evolutivo. Elas são excelentes oportunidades para recomeçar. Seja no campo espiritual, seja no intelectual, no emocional ou no sentimental. A cada existência aqui na Terra recomeçamos no ponto onde paramos, isto é, retomamos a caminhada, sempre avançando, sem qualquer retrocesso. Trazemos, evidentemente, tendências resultantes das nossas vivências e temos “a bênção do esquecimento” no sábio dizer do espírito Emmanuel, a fim de melhor podermos realizar nossa finalidade no planeta. Nunca desanimar, continuar sempre na luta contras nossas próprias imperfeições. Sempre aprendendo e evoluindo.
Felipe SalomãoBacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca