10 de julho de 2026

Calendário de 2019 prevê menos feriados prolongados


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Quem se esbaldou com os feriados prolongados em 2018 terá que se acostumar com folgas bem mais modestas no ano que se aproxima. Em 2019, das 12 datas comemorativas nacionais, apenas seis serão prolongadas. E, entre essas, só três terão quatro dias.

Os feriadões de quatro dias acontecerão todos no primeiro semestre: 1º de janeiro, Carnaval e Corpus Christi. Na segunda metade do ano, o descanso vai rarear porque três dos principais feriados (7 de setembro, 12 de outubro e 2 de novembro) vão cair em sábados.

Para os paulistas, a comemoração da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho, é promessa de um pouco mais de sossego, porque cai numa terça-feira. Já os moradores da capital terão o 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, numa sexta-feira. Os paulistanos celebram também o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que cairá numa quarta.

Enquanto boa parte da população lamenta, os comerciantes esfregam as mãos com a possibilidade de aumentar os lucros em 2019 em comparação a este ano. Serão 253 dias úteis no ano que vem, três a mais do que teve em 2018.

"O varejo na capital talvez se beneficie", afirma o economista da Associação Comercial de São Paulo Emilio Alfieri. "Um dia útil representa 4% a mais nas vendas", afirma.

O economista diz que mais dias trabalhados podem ter uma repercussão positiva na economia e no PIB (Produto Interno Bruto), aumentando a possibilidade de geração de empregos, o que também é bom para o trabalhador. Sobre menos folgas, Alfieri diz que não há quem culpar. "É como o horóscopo: às vezes é favorável, outras, não."

TURISMOPara o secretário estadual de Turismo, Marco Aurélio Ubiali, há uma queda natural no turismo, quando não se tem feriados prolongados. Mas, segundo ele, tem sido feito um trabalho para evitar esse declínio. "Estamos fortalecendo os municípios para que compensem isso e tenhamos uma indústria do turismo permanente, estável. E que feriados sejam só picos de excelência", afirma.

Ubiali diz também que há incentivo para o turismo segmentado, como para a terceira idade e deficientes físicos. "Para não dependermos de questões sazonais", diz.