17 de março de 2026

Finalidade da vida


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Em recente início de curso de uma universidade, foi perguntado aos alunos qual era a finalidade da sua vida. Para surpresa dos entrevistadores, cerca de 90% não souberam responder.

Trata-se de constatação um tanto grave. Quem não sabe para que serve a vida, não sabe como deve conduzir-se e aonde deve chegar.

Viver tem seu escopo supremo na purificação do espírito imortal, a par de ser a vida o bem de maior valor, como evidenciado no natural e instintivo impulso da autopreservação. Até um inseto ameaçado busca proteção rápida.

A incapacidade constatada nos calouros pode ser a causa de, nos nossos dias, filhos permanecerem mais tempo com os seus pais, denotando desobrigação de administrar a própria vida, que deveria ser útil e produtiva. A entrega aos prazeres subdiafragmáticos é item prioritário na pauta de seus interesses.

Um paradoxo. Não sabemos o que fazer do modernismo tecnológico resultante da nossa inteligência. Em qualquer lugar do mundo, e sem que haja a necessária contrapartida na educação do espírito, a mídia, especialmente a televisão e as redes sociais, têm sua parte no processo de degradação moral e intelectual que obscurece crianças, jovens e adultos. Considerável parcela da sociedade é induzida a recusar a realidade da alma. Não que precisem abominar a matéria para serem morigerados, e nem que todos os espiritualistas sejam virtuosos, todavia, a razão diz que, acreditando no futuro da sua essência espiritual, o homem verá que a finalidade da vida está no progresso moral que o felicitará efetivamente, ainda que vivencie as injunções do mundo. “Estar no mundo, sem ser do mundo”, disse Paulo, o Apóstolo.


Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca