A Justiça deferiu pedido do Ministério Público Estadual e prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária dos acusados de integrar uma organização criminosa formada para a exploração do jogo de bicho na região. É possível que após a denúncia, prevista para ocorrer nesta quarta-feira, sejam pedidas as prisões preventivas dos envolvidos.
Há uma semana, 13 pessoas, incluindo três policiais civis, foram presas durante a Operação “Quebrando a Banca” deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em conjunto com a Polícia Civil nas cidades de Ituverava, Guará e Pitangueiras. Um comerciante da primeira cidade, apontado como o chefe do grupo, a mulher e a filha estavam entre os presos.
De acordo com as investigações, na casa do bicheiro, funcionava a banca de administração do jogo. No local, escondidos no fundo falso de uma gaveta de roupas no closet de um dos quartos, foram apreendidos R$ 100 mil. Também foram recolhidos celulares, computadores, anotações, blocos e até máquinas eletrônicas, semelhantes às de cartão de crédito, usadas para fazer jogo de bicho.
A base da organização, segundo os promotores de Justiça, ficava em Ituverava e contava com gerentes que atuavam em outras cidades. Eles eram responsáveis por controlar o jogo e recolher o dinheiro. Os policiais, de Pitangueiras, são acusados de passar informações sigilosas de operações e evitavam cumprir ordens superiores de outros policiais para investigar a organização criminosa.
A mulher e a filha do homem acusado de ser o líder da máfia do jogo do bicho passaram a cumprir prisão domiciliar logo após prestarem depoimento. Os demais integrantes do grupo seguem presos temporariamente.
“A previsão é de que possamos oferecer as denúncias contra os acusados nesta quarta-feira. Em princípio, eles devem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade ideológica, violação do sigilo funcional (para policiais) e a contravenção do jogo do bicho. Vamos avaliar de quais investigados vamos pedir a prisão preventiva”, disse o promotor Rafael Piola.