O vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) destacou a “paralisia” do governo Gilson de Souza (DEM), na sessão de ontem da Câmara. “É preciso aceitar que existe a oposição. Ela cumpre o seu papel. Não se pode paralisar a qualquer sinal de obstáculo. É preciso tomar decisão.”
O parlamentar usou a frase ao se referir à falta de uma definição sobre a estrutura administrativa municipal, que perdeu os cargos comissionados após uma decisão do Tribunal de Justiça, no último dia 23 de maio.
Uma das preocupações de Corrêa é com a atribuição de aulas. A decisão extinguiu os cargos de diretores das escolas municipais. De acordo com o vereador, o governo ainda não conseguiu ter um esboço do organograma e de como vão funcionar as secretarias municipais. “É preciso agir, ter clareza e ser mais assertivo.”
Adérmis Marini (PSDB) fez coro ao colega. “Chegamos a um consenso. Este governo não anda.” O vereador citou os buracos nas ruas e vagas em creches para exemplificar a “inércia” da administração municipal. “Nunca vi a cidade com tantos buracos e pais procurando creches. Pedi informações à Prefeitura sobre a quantidade de recapeamento e creches que estão sendo feitas.”
Adérmis chegou a concordar que o prefeito é aberto a conversas, mas não consegue fazer os programas funcionarem. “Não podemos negar que o governo Gilson de Souza é aberto ao diálogo, mas não toma decisão. É preciso decidir, agir.”
Membro da oposição, Marco Garcia (PPS) disse que ainda há tempo de o governo se recuperar. “Já são quase dois anos... Ainda é possível sair da lentidão, mas o prefeito precisa dizer a que veio.”