08 de julho de 2026

Expansão urbana é adiada mais uma vez


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Novamente, o projeto da Prefeitura que prevê a expansão urbana de Franca foi adiado pela Câmara nesta tarde. Nem mesmo a presença de representantes do prefeito Gilson de Souza (DEM) na Casa Legislativa foi suficiente para evitar nova derrota do Governo. Há três semanas, os vereadores aprovaram um pedido, apresentado por Marco Garcia (PPS), para transferir a votação do tema. De novo, a intenção de Gilson de criar novos espaços urbanos, que poderiam ser transformados em terrenos, vai ter que esperar por mais três sessões para ser analisada.

Antes de sofrer o revés, o prefeito enviou ofício à Mesa Diretora para a retirada do pedido de urgência na tramitação da proposta. Diante do documento, o líder do Governo, Pastor Otávio Pinheiro (PTB), solicitou que o projeto esperasse por mais três sessões para ser votado. Por unanimidade, o adiamento foi aprovado pelo Plenário.

No início dos trabalhos, o presidente da Câmara, Donizete da Farmácia (PSDB), chegou a suspender a sessão por cerca de uma hora, para que o chefe de Gabinete, Orivaldo Donzelli, e o secretário de Negócios Jurídicos, Cléber Reis, explicassem detalhes do projeto aos vereadores. Não adiantou. Sem o aval dos parlamentares, o Governo decidiu recuar e retirar a urgência do projeto. Depois, seguiu pelo adiamento da votação.

No último dia 16, a Udecif (União de Defesa da Cidadania de Franca) já havia sugerido o primeiro adiamento da proposta. Segundo Sidney Elias, representante da entidade, o projeto inicial não teria sido analisado pelo Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente). Na ocasião, Jorgito Donadelli, integrante da Associação das Empresas de Loteadores de Franca, também foi à Câmara defender mudanças na nova lei apresentada pela Prefeitura.

Os empresários do segmento alegam que, na audiência pública realizada pelo município, a proposta não obteve a aprovação dos presentes ao encontro. Os loteadores afirmam que a nova lei prevê a expansão de apenas um setor de Franca, o que, na visão deles, “travaria o crescimento da cidade”. Vereadores da base governista defendem que gestões anteriores aprovaram a expansão nas demais áreas. O Ministério Público recomendou a realização de nova audiência aberta à comunidade para discussão do projeto.