09 de julho de 2026

Homem que matou irmão é encontrado morto


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Rua onde aconteceu o assassinato de Paulo Sérgio Domeneguetti, 36, irmão de Danilo Augusto Domeneguetti, 32, que foi encontrado morto

Polícia Civil de Franca está diante de uma ocorrência intrigante para esclarecer. Na manhã de domingo, investigadores foram acionados a comparecer em uma residência do jardim Esmeralda onde um homem foi encontrado sem vida no quarto. Seria apenas mais um caso rotineiro de morte natural, mas as circunstâncias levantaram dúvidas e resultaram na prisão de uma mulher.

A vítima é um velho conhecido da polícia: Danilo Augusto Domeneguetti, 32. No dia primeiro de fevereiro deste ano, ele matou a tiros o próprio irmão, Paulo Sérgio Domeneguetti, 36. O autor se apresentou na DIG dias depois e alegou que o irmão era usuário de drogas, que batia na mãe e ameaçava toda a família. Como escapou do flagrante, estava respondendo em liberdade.

Segundo familiares, depois do ocorrido, Danilo teria dito que iria tirar a própria vida e que iria consumir 20 gramas de cocaína para atingir o objetivo. Ele foi encontrado morto e sem sinais aparentes de ferimentos. Mas, alguns detalhes chamaram a atenção.

Os policiais fizeram uma vistoria na casa e encontraram sobre a cama a cópia do depoimento que ele prestou à DIG no caso referente ao assassinato do irmão. No mesmo papel estava escrito com caneta preta e letra de forma a seguinte frase: “Mãe, me perdoa. Eu sempre fui errado”.

Desconfiado, o investigador Nelson pediu à companheira de Danilo, que mora em uma casa ao lado, que lhe apresentasse algum documento com a letra dele. O policial recebeu alguns recibos e, ao comparar, constatou que não batia com o bilhete encontrado. Diante da situação, ele pediu à mulher que escrevesse a mesma frase em um papel. Feito isso, o investigador notou que havia muita semelhança.

A mulher, uma garota de programa de 23 anos, foi levada à delegacia e confessou ter escrito o bilhete. Ela alegou que ficou desesperada ao ver que Danilo estava morto.

A prostituta foi autuada em flagrante pelo delegado Alan Bazalha Lopes pelo crime de falsidade ideológica.

A Polícia Civil vai apurar se, realmente, foi suicídio, se a mulher induziu e ou ajudou Danilo a cometer o ato, ou se foi mesmo um assassinato. Peritos vão realizar exames para constatar qual foi a causa da morte.