O corpo da assistente administrativa Rayane Paulino Alves, 16, foi encontrado na região de Guararema (Grande SP), uma semana após a jovem desaparecer, depois de sair de uma festa no sítio Minas Gerais, em Mogi das Cruzes (57 km de SP).
Até o momento, as circunstâncias da morte não foram confirmadas, nem a identidade do suspeito.
Um laudo preliminar, porém, indica que a adolescente teria morrido por asfixia.
O corpo da jovem foi localizado, em decomposição, por volta das 15h30 de domingo, às margens da alça de retorno 2 da rodovia Ayrton Senna, sentido capital.
No dia, as peças de roupa da adolescente teriam sido reconhecidas por familiares.
O reconhecimento oficial de Rayane foi feito pela mãe dela, a enfermeira Marlene Maria Paulino Alves, 47, no início da manhã desta segunda, no Instituto Médico Legal de Mogi. "Ela reconheceu o esmalte que minha filha usava [nas unhas das mãos] no dia em que desapareceu depois da festa", afirmou o pai da vítima, o atendente Márcio Paulino Alves, 52.
Ele acrescentou que a filha, na semana em que antecedeu o desaparecimento, "estava muito feliz". "Estava fazendo um curso [de administração] e estava muito empolgada por isso".
O celular dela foi encontrado a 60 quilômetros de distância do local do evento, em Jacareí (84 km de SP). O sigilo do aparelho foi quebrado, revelando que a jovem fez uma ligação para o telefone de emergência da Polícia Militar, às 2h10 do dia 21.
Na festa, Rayane teria bebida e passado mal. Por isso, teria informado para duas amigas, que foram com ela ao evento, que iria embora e que o pai a buscaria. "Mas minha filha não me chamou", garante o pai.
O delegado titular do Setor de Homicídios de Mogi, Rubens José Angelo, afirmou que a polícia investiga as causas da morte e se a jovem também teria sido vítima de crime sexual. "Aguardamos a finalização dos laudos para determinar isso."