Para Rose Torres
Árvores me deixam admirada, aonde quer que vá e as encontre; e toda nova espécie que conheço mobiliza meu espírito, pois meus olhos desvelam em cada uma história singular, mais ou menos como acontece aos humanos. Viajando pelo norte da Europa descobri as bétulas, de que só ouvira falar nas lendas celtas que na adolescência povoavam minha imaginação ávida pelos mundos exóticos, tão dessemelhantes da nossa cultura tropical. Lembro-me de uma história, que se passava numa aldeia eslava, onde era habitual, no começo da primavera, que o homem levasse para casa um ramo de bétula para desejar à mulher saúde e juventude em todas as estações da vida. Descobri que ainda conservam este costume nas aldeias dos confins da imensa Rússia.