Colocar um filho no mundo não requer esforço ou conhecimento, mas ser pai de verdade, é plantar e criar raízes, é ensinar segurando a mão com coragem e determinação, levando a conhecer a vida. Os pais, entretanto, não são infalíveis, e vamos saber disso quando já formos pai e cometermos os mesmos e ainda novos erros. Aliás, só damos o verdadeiro valor aos nossos pais quando temos os nossos filhos. Quando pequenos encaramos o pai como um super herói, o mais valente e o mais importante de todos os homens. Depois, na adolescência e juventude, passamos a enxergar defeitos, que só vão desaparecer quando já não pudermos tê-lo ao nosso lado nos bons e nos momentos difíceis, não mais encontrando suas mãos a nos levantar. Uma coisa inegável é ter a alegria de ouvir alguém falar das qualidades do nosso pai, como um homem trabalhador, correto e honesto. Meu pai, Joaquim Rodrigues, sempre lutou com a vida, desde a profissão de seleiro lá em Pedregulho depois em Franca, como comerciante e viajante, vendendo calçados, sempre passando a mim e aos meus irmãos o seu exemplo. Quantas vezes ouvi de donos de fábricas conhecidas, como seo Hugo Betarello, Ruy de Melo, Osvaldo Guerra, Zé Mineiro, entre outros, afirmarem que podíamos nos orgulhar de ter como pai, um exemplo vivo de honestidade. Aprendemos isso com ele, e vamos passando para os nossos filhos, o que ele sempre afirmou ser nossa maior herança, o que nunca iríamos perder. Tinha razão. Da mesma forma, meu sogro, seo Diogo Sanches, aquele do tradicional Bar Garoto, um homem generoso e correto. De uma coisa tenho absoluta certeza: Posso não ter sido o melhor dos filhos, mas minhas melhores qualidades vieram do meu pai, Sr. Joaquim Rodrigues.