Certa feita, Jesus ensinou: “Não são os que dizem Senhor, Senhor, que entrarão no Reino dos Céus, mas os que fizerem a vontade do meu Pai”. Não é batendo no peito, buscando exteriorizar nossa fé que nos faremos dignos do divino atendimento. O Sublime Ensinamento nos clarificou: a fé só pode ser demonstrada com o fiel cumprimento das Sábias Leis, especialmente quanto ao maior dos sentimentos que, segundo Ele, há de se expressar no amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, onde — asseverava —, estão todas as leis e os profetas.
Fácil entender: se o sentimento de amor tornar-se o nosso lema de vida, tudo estará resolvido. Não mais dissensões, guerras, divisões, partidarismo, e nem religiões. Todos seremos “um só rebanho, para um só pastor.” Se ainda não estamos preparados para tão almejada situação, é, contudo, hora de começarmos, qualificando-nos moralmente, tanto quanto esforçando-nos por qualificar aqueles que se situam no nosso âmbito de ação. Exitosos ou não, no sublimado intento, teremos cumprindo a recomendação do Divino Mestre de fazermos luzir a pequenina chama do nosso candeeiro, contribuindo para que se instale o reino de Deus em nossos corações.
Conclui-se pela prescindibilidade de exteriorização de nossas crenças, porque atitudes poderão falar por nós entre os homens, mas, a Deus só falará a nossa realizadora intenção impregnada de amor. Paulo, o Apóstolo, disse que nenhum outro sentimento supera o da caridade. Vê-se que há razão bastante para o Espiritismo adotar a divisa: “Fora da caridade, não há salvação.”
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca