O australiano Christopher John Gott, 63, uma das 17 pessoas atropeladas em janeiro deste ano, em Copacabana, no Rio, morreu na manhã deste domingo (3), segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde do Estado.
O caso do australiano ficou conhecido após ser descoberto que ele era procurado pelas autoridades de seu país havia 20 anos por ser condenado por crimes de pedofilia.
Gott foi uma das pessoas que foram atropeladas por Antonio de Almeida Anaquim, 41, em janeiro, no calçadão de Copacabana, no Rio. O motorista alegou na época que teve uma convulsão epiléptica e perdeu o controle do carro causando a tragédia. Um bebê morreu no acidente.
Após o atropelamento, Gott foi levado ao hospital Miguel Couto, onde permaneceu em coma até falecer. Após ser internado, autoridades brasileiras investigaram a presença do australiano no Brasil.
A polícia, então, encontrou um passaporte em nome de Daniel Marcos Phillips. O governo australiano foi consultado e informou que nenhum passaporte do país havia sido emitido com esse nome -o que indicava documento falso.
Através das impressões digitais de Gott, a polícia descobriu pelas autoridades australianas que Daniel Marcos Phillips era na verdade Christopher John Gott. Em seu país, ele foi alvo de pelo menos 17 denúncias, entre elas o estupro de uma adolescente de 14 anos de idade. Cumpriu pena de dois anos, mas após liberdade condicional, fugiu da Austrália em 1997.No Brasil, dava aulas particulares de inglês e criou dois meninos, que hoje tem entre 28 e 31 anos. A polícia brasileira investiga se Gott cometeu crimes no país.