Mesmo diante da forte pressão exercida pelos servidores, a Câmara Municipal aprovou, com dez fotos favoráveis e quatro contrários, o projeto de lei de autoria do Executivo que prevê a redução do teto para emissão de precatórios.
Contrário à proposta, Marco Garcia (PPS) pediu o adiamento por quatro sessões. "O governo não cortou na própria carne e os servidores não podem pagar esta conta", argumentou. "A possibilidade de negociação com os servidores está esgotada", disse o líder do governo, Pastor Otávio (PTB).
O pedido de adiamento foi rejeitado e o projeto colocado em votação. Marco Garcia, Kaká (PSDB), Della Motta (Podemos) e Adermis (PSDB) foram os únicos que votaram contra.
Os servidores ficaram indignados e chamaram e gritaram palavras de ordem contra os vereadores.
Com o projeto dos precatórios, o teto para a emissão dos mesmos cairia dos atuais cerca de R$ 30 mil para R$ 6,7 mil.
A proposta é tida pela administração Gilson de Souza (DEM) como a única alternativa viável para evitar o bloqueio das contas do município e o colapso da administração.