09 de julho de 2026

Leonardo Cantieri conta que Lauany esfaqueou Núbia


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O primeiro a ser ouvido é o jovem apontado como pivô do homicídio, Leonardo Cantieri

A Justiça começou a ouvir o trio responsável pela morte da comerciante Núbia Ribeiro, 21, na tarde desta quinta-feira, 8.

O primeiro a ser ouvido é o jovem apontado como pivô do homicídio, Leonardo Cantieri. Ele contou que atraiu Núbia para seu encontro, Lauany realmente estava no porta-malas e houve briga entre ela e a vítima dentro do carro enquanto ele dirigia, com o intuito de estacionar e colocar as duas frente à frente para conversar e esclarecer tudo. “Em dado momento, a Lauany saiu do porta-malas e começou a brigar com a Núbia. Depois, entrou em desespero quando machucou-a, deixando a Núbia sangrar no rosto e desmaiada, e pediu que eu ajudasse. Eu vi a faca caída no carro, com sangue”.

Ainda em sua versão, Leonardo disse que Lauany afirmou para irem na casa de Italo Neves, na Vila Raycos, pra que ele ajudasse. “A Núbia estava respirando e ficou desmaiada no carro. Quando chegamos lá, não tinha ninguém além dele e uma mulher dentro do imóvel. Entrei na casa para lavar a mão enquanto a Lauany estava conversando com o Italo. Depois, ele disse para entrarmos no carro porque nos ajudaria. Ficamos na rua de cima da casa dele discutindo enquanto ele saiu no meu carro”.

Leonardo também afirmou que, durante o período que Italo esteve fora, Lauany questionou o motivo dele ter se envolvido com Núbia e que nunca imaginou que a história acabaria assim. “Ela era alguém que dormia do meu lado e teve coragem de dar facadas na Núbia”.

No depoimento, o jovem contou que Italo voltou pouco depois e falou que prestou socorro para a vítima. Depois, o comparsa teria queimado os pertences da comerciante e falou que ficaria com o celular de Núbia. “Eu estranhei e ainda falei que poderiam vir atrás de mim, mas ele falou para eu ficar tranquilo”. Em seguida, teria sugerido para se desfazerem do Honda Civic da vítima. Lauany estaria junto e ido com eles até um posto do Distrito Industrial. “Depois, deixamos Italo em casa e, no dia seguinte, meu pai começou a ligar para saber o que tinha acontecido.”

Sobre o crime

Leonardo confirmou que, na manhã seguinte ao crime, a família ligou à sua procura por conta do desaparecimento de Núbia. “Nós (ele e Lauany) saímos daqui e só soubemos de tudo que tinha acontecido pelo jornal. Na minha cabeça, o Italo só ia ajudá-la.”

Contato com Jane, mãe de Lauany

Leonardo confirmou que Jane Viodres esteve na Penitenciária de Franca em dezembro de 2017 e visitou-o como sua defensora. “Achei estranho, pensei que fosse visita do meu advogado, mas era ela. Fui até a Jane e ela disse que meus defensores estavam me atrapalhando e que ia me ajudar”, disse.

De acordo com Leonardo, ele contou toda a participação de Lauany no crime e que estava com a consciência limpa. “Ela saiu nervosa e chorando porque não concordei. Chegou a dizer que me ajudaria dentro da cadeia e que não faltaria nada para mim.”

O advogado de defesa de Leonardo, Rafael Sousa Barbosa, apresentou ainda uma carta inédita que teria sido escrita por Lauany dando ‘conselhos a ele’ para assumir o caso. O documento será anexado ao processo após a audiência.

Já o defensor de Lauany, José Abdalla, perguntou as razões de Leonardo não ter apartado a briga entre as duas. “Não achei que a Lauany fosse capaz de dar facadas nela”, rebateu.